A ministra venezuelana, que liderava uma comitiva em visita aos Estados Unidos (EUA), confirmou na terça-feira a assinatura de um contrato de participação na produção. Este acordo visa o desenvolvimento e a utilização da produção nos campos de Caro e Carisito.
Em entrevista concedida à emissora estatal Venezolana de Televisión, Henao declarou que a Hunt Oil é uma companhia comprovada e que ela buscará aumentar a produção nestes dois locais.
Além disso, a ministra anunciou uma parceria com a multinacional tecnológica SLB (anteriormente Schlumberger) para realizar um estudo integrado de reservatórios de petróleo e gás natural dentro da Venezuela.
Os termos desses acordos foram formalizados em Houston, no estado do Texas, localizado no sul dos EUA. Na ocasião, Henao estava acompanhada pelo vice-ministro da Geopolítica, Eduardo Ramírez.
Outros participantes presentes incluíram Jovanny Martínez, vice-presidente executivo da petrolífera estatal venezuelana PDVSA, e Johan Álvarez, responsável pelos negócios da Venezuela nos EUA.
A delegação também participou, na terça-feira, de um fórum com o subsecretário de Energia dos EUA, Kyle Haustveit, conforme divulgado por Henao em sua conta no Instagram.
Em junho, Venezuela e SLB haviam estabelecido um memorando de entendimento em Caracas, focado em explorar oportunidades de cooperação em serviços de petróleo e gás através do uso de tecnologia avançada.
A produção venezuelana de petróleo bruto alcançou uma média de 1,2 milhão de barris diários em julho, representando um crescimento de 1,09% em comparação com junho. Esse aumento ocorreu apesar do impacto de um duplo terremoto ocorrido no norte do país em 24 de junho, que resultou em pelo menos 6.438 mortes.
De acordo com dados oficiais, a produção cresceu 29,8% desde janeiro, quando registrava 924 mil barris por dia.
Este cenário de retomada de produção sucede a captura do Presidente Nicolás Maduro em Caracas, durante uma operação militar, após os EUA terem imposto um embargo contra petroleiros sancionados que transitavam pela Venezuela.
Desde esse período, o país sul-americano tem se aberto a investimentos estrangeiros em setores cruciais, como petróleo, mineração e eletricidade, mantendo uma colaboração próxima com os EUA. O Presidente Donald Trump descreveu recentemente essa relação bilateral como excelente.
Em fevereiro, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu licenças que possibilitaram a empresas como Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol retomarem suas atividades na Venezuela, abrindo caminho para novos aportes no setor de petróleo e gás.
