A Federação de Pilotos Indianos (FIP) solicitou ao principal funcionário da Agência de Aviação Civil (DGCA) que altere o requisito vigente para as operadoras. Atualmente, as operadoras são obrigadas a realizar testes de drogas em pelo menos 10% dos pilotos anualmente, mas a FIP insiste no aumento desse índice para 25%.
A FIP identificou vários medicamentos que podem potencialmente afetar a segurança dos voos, causando sonolência ou sedação, prejudicando a capacidade de tomada de decisões ou a velocidade de reação, diminuindo a vigilância e levando a resultados positivos ou negativos nos testes de drogas.
O presidente da FIP, Capitão CS Randhawa, enviou um e-mail ao principal funcionário da DGCA, Viru Vikram Yadav. Ele enfatizou que todas as partes interessadas devem criar um programa de conscientização para pilotos sobre substâncias psicoativas e medicamentos. O objetivo deste programa é garantir que cada piloto entenda que certos medicamentos prescritos, sem receita (OTC), extratos de ervas, suplementos e outros produtos comuns podem conter substâncias capazes de afetar o desempenho, a produtividade ou resultar em um teste positivo para drogas ou álcool.
Entre os medicamentos potencialmente perigosos estão anti-histamínicos e anti-alérgicos, que podem causar forte sedação e diminuição da vigilância; soníferos e calmantes; analgésicos fortes; medicamentos psiquiátricos ou neurológicos prescritos; bem como remédios tradicionais e de ervas, suplementos, estimulantes de desempenho e bebidas alcoólicas.
A FIP recomendou a implementação do princípio de 'verificar antes de tomar' para os pilotos, alertando-os para não iniciar o uso de um novo medicamento sem verificar sua presença dessas substâncias. Além disso, na opinião do presidente da FIP, o objetivo não deve ser apenas atingir uma métrica numérica anual, mas sim criar um regime de testes cuja validade seja mantida durante todo o ano.