Firefox adiciona recursos de inteligência artificial opcionais, incluindo busca no histórico e agrupamento de abas
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Firefox adiciona recursos de inteligência artificial opcionais, incluindo busca no histórico e agrupamento de abas

A Mozilla introduziu novas funcionalidades de inteligência artificial no Firefox, abrangendo desde a capacidade de encontrar respostas e organizar abas até realizar pesquisas dentro do histórico de navegação. Essas adições complementam recursos já existentes, como a comparação de produtos e o resumo de conteúdos da web.

Essas novas capacidades fazem parte da chamada Smart Window. Atualmente em fase beta, esta funcionalidade opera separadamente da janela principal do navegador e requer ativação pelo utilizador, mantendo a experiência padrão do software inalterada.

No entanto, a disponibilidade da Smart Window está restrita a testes realizados nos Estados Unidos e no Canadá, e somente em língua inglesa, não estando acessível no Brasil.

O chatbot integrado à Smart Window do Firefox agora possui a habilidade de consultar a internet, apresentando as fontes utilizadas e inserindo os trechos mais pertinentes diretamente na conversa. Este recurso é fruto de uma colaboração com a empresa Exa, que disponibiliza uma API unificada de busca com inteligência artificial.

Outra melhoria notável é a função de agrupamento de abas. Utilizando essa ferramenta, o Firefox analisa as páginas abertas e sugere agrupamentos temáticos, permitindo organizar os sites e identificar duplicatas. Um exemplo fornecido pela desenvolvedora ilustra como o navegador pode separar informações em categorias como “Tênis de corrida”, “Planejamento para o quarto trimestre” e “Viagem a San Francisco”.

Adicionalmente, o navegador passa a permitir que a IA realize buscas no histórico de navegação utilizando linguagem natural. Isso significa que o usuário não precisa memorizar o nome exato ou o endereço de uma página visitada; basta digitar algo como “tênis de corrida que vi na semana passada” para ver os sites acessados, sendo que o Firefox também exibe prévias de imagens para facilitar a localização do item desejado.

A Mozilla planeja lançar futuramente ferramentas que auxiliem na retomada de “jornadas de navegação” e no preenchimento automático de formulários com base em informações relevantes.

A onda da IA generativa impactou significativamente os navegadores, gerando abordagens diversas: a Opera focou em agentes, o Google incorporou o Gemini ao Chrome, a OpenAI desenvolveu e descontinuou seu próprio navegador, enquanto o Vivaldi optou por não integrar IA.

A Mozilla escolheu adotar a IA, mas sempre enfatizando que as ferramentas são opcionais. Apesar disso, a organização reconhece ter encontrado resistência entre sua base de usuários. Em fevereiro de 2026, a desenvolvedora respondeu aos críticos, afirmando que ouviam tanto aqueles que rejeitavam a IA quanto aqueles que desejavam ferramentas genuinamente úteis, anunciando um botão centralizado para desativar todos os recursos de inteligência artificial do navegador.

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