O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados no mundo; pequenas mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico podem alterar os padrões de precipitação, seca e temperatura em todo o mundo.
Sua fase oposta é a La Niña, um fenômeno no qual as águas do Oceano Pacífico esfriam em relação à média. Embora a La Niña tenha ocorrido com mais frequência ao longo das décadas, os episódios mais fortes de El Niño deixaram uma marca mais profunda no clima global. Na verdade, o que é mais importante não é a frequência do evento, mas a intensidade de cada ocorrência.
É importante notar que o El Niño não causa o mesmo clima em todos os lugares; ele apenas aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.
No Brasil, as consequências do El Niño variam muito dependendo da região. No sul do país, este fenômeno geralmente está associado a um excesso de precipitação média, bem como a um risco aumentado de tempestades e inundações. Enquanto isso, no norte e em algumas partes do nordeste, observa-se o cenário inverso: períodos de seca mais prolongados, o que afeta diretamente a agricultura e o abastecimento de água.
