Irã diversifica rotas comerciais, desenvolvendo portos do norte e infraestrutura ferroviária
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Irã diversifica rotas comerciais, desenvolvendo portos do norte e infraestrutura ferroviária

Em meio à tensão geopolítica que pressiona o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, o Irã demonstrou a resiliência de seu comércio exterior. O país está ativamente envolvido na diversificação das rotas comerciais por meio do desenvolvimento de portos do norte e da expansão da infraestrutura ferroviária, garantindo um fluxo contínuo de bens vitais.

De acordo com dados da Organização Portuária e Marítima (PMO), as operações de carga e descarga nos portos do norte do Irã aumentaram significativamente, passando de 18% para 30% no ano iraniano atual. Mohammad Shakibi-Nasab, vice-ministro de Transportes e Desenvolvimento Urbano e diretor executivo da PMO, explicou esse crescimento como uma mudança estratégica adotada em resposta à diminuição da atividade marítima nas águas sul.

Ele declarou que, após a redução do recebimento de mercadorias e navios nos portos do sul, foi desenvolvido um programa de apoio destinado a ajudar o setor privado, preservar o capital humano e prevenir demissões. Essa medida mostrou-se eficaz: apesar das condições prolongadas de cerco, não houve reduções significativas de pessoal entre as empresas privadas que operam nos portos.

Shakibi-Nasab enfatizou que o objetivo principal desta iniciativa era a preservação da força de trabalho, e a organização planeja próximos passos para aumentar a resiliência das empresas privadas através do aumento da participação na receita gerada.

Paralelamente, a Organização para Promoção do Comércio (TPO) está trabalhando ativamente na criação de corredores logísticos alternativos. Mohammad Ali Dehghan Dehnavi, chefe da TPO, confirmou que a capacidade ferroviária dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado, e a capacidade dos portos do norte aumentou em mais de 60%. Ele observou que foram tomadas medidas sérias no setor logístico em pouco tempo, e as rotas alternativas estão sendo desenvolvidas rapidamente.

Dehnavi reconheceu que as rotas marítimas permanecem mais convenientes e economicamente vantajosas, mas apontou que as vastas fronteiras terrestres do Irã com os países vizinhos oferecem uma vantagem valiosa. Ele explicou que o desenvolvimento de outras rotas pode compensar parte dessa desvantagem.

Para facilitar ainda mais o comércio, o governo introduziu a extensão do prazo de importação para 180 dias, permitiu transações cambiais diretas e realizou reformas no processo de registro de pedidos. O Ministério da Indústria, Mineração e Comércio priorizou o fornecimento de matérias-primas para a produção nacional, garantindo a manutenção da produção e do emprego, apesar da pressão externa.

Apesar das dificuldades persistentes, como congestionamento nas fronteiras e aumento de custos em algumas regiões, a abordagem proativa do Irã na diversificação dos corredores comerciais envia um sinal claro: o país não é impotente diante das interrupções marítimas. Graças ao aumento da capacidade dos portos do norte e à expansão das ferrovias em ritmo recorde, o Irã está construindo uma infraestrutura comercial mais resiliente e adaptável para o futuro.

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