Alto funcionário iraniano afirma que patrimônio cultural é um ativo estratégico do país
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Alto funcionário iraniano afirma que patrimônio cultural é um ativo estratégico do país

O vice-presidente de Assuntos Parlamentares e Estratégicos, Mohsen Esmaeili, declarou que o Irã deve considerar seu patrimônio cultural como um ativo nacional fundamental. Ele enfatizou que esse patrimônio tem o poder de fortalecer a identidade histórica, cultivar o orgulho e a coesão nacionais, e ajudar a revelar o potencial turístico e econômico do país.

Essas declarações foram feitas por Mohsen Esmaeili durante um encontro especializado realizado no Museu Nacional do Irã, em comemoração à recente inclusão do Castelo de Alamut e suas fortificações associadas na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Ele caracterizou essa inclusão como uma conquista significativa para a civilização e identidade do Irã, observando que o reconhecimento internacional do bem patrimonial é comparável à emissão de um documento oficial que atesta a identidade do país e de seu povo. Esmaeili ressaltou que, embora o Irã sempre tenha se orgulhado de si mesmo, a demonstração desse fato assume um significado especial quando reconhecida oficialmente pela comunidade mundial.

Na opinião de Esmaeili, o registro internacional de locais históricos deve ser visto como parte de uma concepção nacional mais ampla da identidade iraniana. Considerando o valor histórico e o potencial do Castelo de Alamut, ele acredita que sua inclusão na lista deve ser celebrada com um grande feriado nacional.

Este funcionário ligou a questão do patrimônio cultural à crise global de identidade, que, segundo ele, é particularmente notável entre os jovens. Ele mencionou que muitos acadêmicos em todo o mundo estudam as causas e formas de resolver esse problema, e o Irã enfrenta uma situação semelhante. Uma das maneiras de combater essa crise, em sua opinião, é lembrar às novas gerações sobre a história e as raízes culturais do país.

Esmaeili mencionou seus estudos sobre a história do Irã, incluindo o livro do acadêmico britânico Michael Akworthy, a quem ele chamou de especialista proeminente, que anteriormente ocupou o cargo de chefe do departamento sobre Irã no Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido. Os trabalhos de Akworthy levaram Esmaeili a refletir se as instituições e centros de estudos iranianos criaram pesquisas tão abrangentes sobre o país.

Ele observou que o livro de Akworthy abordou a influência histórica e cultural do Irã, incluindo a influência da língua persa em outros idiomas, bem como o patrimônio material preservado do país. No entanto, Esmaeili enfatizou que o patrimônio civilizacional do Irã vai além dos monumentos e sítios arqueológicos, focando no patrimônio cultural imaterial.

Como exemplos da profundidade do patrimônio imaterial do Irã, ele citou grandes escritores persas, como Hafez, Saadi e Rumi. Além disso, Esmaeili apelou pela criação de bases legais mais sólidas para a proteção do patrimônio cultural do país. Ele concluiu que hoje, mais do que nunca, o patrimônio cultural deve ser visto como um recurso estratégico, pois pode simultaneamente consolidar a identidade histórica da nação, reforçar o orgulho e a coesão nacionais, ativar o potencial turístico e econômico do país, e formar uma conexão viva e significativa entre a juventude e o passado e futuro do Irã.

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