O fabricante automotivo tcheco Škoda Auto prioriza o alcance de um crescimento lucrativo no mercado indiano. A empresa está estudando a possibilidade de incluir gás natural comprimido (GNV) em sua linha de modelos, além de considerar o retorno limitado de modelos a diesel, como o Superb, enquanto se prepara para lançar um SUV elétrico produzido localmente (eSUV).
A Índia ocupa o quarto lugar nas vendas globais da Škoda em número de clientes, ficando atrás da República Tcheca, Alemanha e Reino Unido. Em um ano, a empresa demonstrou um crescimento de 8% e planeja expandir sua rede de varejo para mais de 200 pontos, dando maior atenção às áreas rurais e aos mercados de segundo nível (Tier-II).
Martin Jan, membro do conselho de administração da Škoda Auto responsável por vendas e marketing, declarou ao Business Standard que o objetivo da empresa é crescer o máximo possível na Índia, mas esse crescimento deve ser lucrativo, ou seja, 'crescimento sem prejuízos'. A empresa também evita a tentação de aumentar os volumes através de reduções agressivas de preços no altamente competitivo mercado indiano.
Jan enfatizou que a Škoda não busca ganhar participação de mercado vendendo carros abaixo do custo de produção, mas sim encontrar um equilíbrio entre demanda, precificação, capacidade de produção e lucratividade. Ele observou que, embora vender carros a preços mais baixos possa aumentar o volume de vendas, isso resultará em prejuízos, e a empresa procura um 'meio-termo dourado' entre volume e lucro.
Essa abordagem está ligada à tentativa da Škoda de expandir seu público-alvo na Índia. Tradicionalmente percebida como uma marca europeia premium, a empresa começou a oferecer modelos mais acessíveis, como o Kylaq, o que, segundo Jan, ajudou a expandir a rede de concessionárias e atrair compradores para os modelos maiores Kushaq.
No entanto, os carros menores também geram menor lucro, pois, segundo a regra geral, carros maiores geram melhor rentabilidade. Assim, a forte concorrência de preços na Índia continua sendo um fator chave que a Škoda considera ao expandir além de sua base de clientes tradicional.
