Piso Mosimane, recentemente nomeado treinador principal do Bafana Bafana, declarou sua intenção de revitalizar o futebol sul-africano, concentrando-se no desenvolvimento em níveis de base. Ele enfatizou que o sucesso requer o apoio de todos os cidadãos sul-africanos.
Mosimane afirmou: «O futebol é um lugar onde não importa sua cor, de onde você é, quem é seu pai; se você sabe jogar futebol, você jogará».
O especialista de 62 anos, cuja nomeação oficial foi aprovada pelo NEC Safa na semana passada, está pronto para fazer todos os esforços para alcançar a excelência nacional. Isso pode incluir visitas a escolas de rugby de elite sul-africanas com o objetivo de «introduzir o futebol».
Ao discutir seu livro recém-lançado, «Youth Football Coaching Manual», no podcast CheckPoint Podcast na eNCA, Mosimane observou que anteriormente os treinadores trabalhavam sem materiais metodológicos ou currículo. Ele decidiu escrever um guia para «desmembrar, como dizem os acadêmicos, antes de ler, você deve saber seu alfabeto, então você poderá ler».
Mosimane valoriza muito as conquistas do rugby e busca replicar o sucesso deste esporte na África do Sul. Ele notou que em qualquer cidade ou vila há mais traves de rugby do que de futebol. Ele expressou respeito pelo rugby e até possui uma camisa da seleção nacional Springbok, destacando a necessidade de estudar como a equipe Bokke alcançou o sucesso, quais escolas eles frequentam e qual é o programa deles.
A apresentadora do podcast, Nkepile Mabuse, sugeriu a Mosimane colaborar com escolas de ponta como Paul Roos, St Alban’s College e Paarl Boys. A isso, Mosimane respondeu, reconhecendo que algumas escolas locais não estão interessadas em introduzir o futebol.
No entanto, quando lhe perguntaram sobre a necessidade de mudar essa situação, Mosimane não hesitou. Ele disse que era um «bom desafio». Ele mencionou que o ministro da educação básica visitou a apresentação de seu livro e declarou que «treinador, isso é necessário». Mosimane acrescentou: «Precisamos de jogadores brancos no Bafana Bafana, nós precisamos deles. Por que não? Eles jogam no nível juvenil, mas depois desaparecem. Precisamos apresentá-los no Bafana para dizer: 'você pode jogar lá'».
Contudo, para Mosimane, isso vai além de apenas encontrar jogadores. Ele acredita que o futebol tem o poder de unir os habitantes da África do Sul de maneiras que poucas outras coisas conseguem. Ele cita o exemplo da Europa, onde há muitos africanos na França, afirmando que enquanto uma pessoa souber jogar futebol, ela será permitida jogar, independentemente de laços ou origem.
Assim, para Mosimane, a tarefa não é apenas criar um melhor Bafana Bafana, mas também mudar a visão da África do Sul sobre o futebol — das quadras escolares à seleção nacional — e garantir que a próxima geração de talentos, independentemente de sua origem, não se perca no caminho.
