De acordo com o relatório GSMA Mobile Economy Asia Pacific 2026, prevê-se que o nível de adoção do 5G na Índia atinja 62% até 2030. Este indicador excede a média da região da Ásia-Pacífico (APAC), que será de 50%.
Na região APAC, espera-se que as tecnologias e serviços móveis contribuam para a economia regional em US$ 1,4 trilhão até 2030, em comparação com US$ 1 trilhão atualmente.
Julian Gorman, chefe da divisão da Ásia-Pacífico na GSMA, observou que as economias e sociedades em toda a região estão se tornando cada vez mais digitais, sendo as redes móveis a base para a implementação de inteligência artificial, confiança digital e infraestrutura digital sustentável.
Reconhecimento da Índia como país líder da região
O relatório também classifica a Índia como um dos 'Países Líderes' da região, juntamente com Bangladesh, Indonésia e Paquistão. Esta classificação é baseada na opinião de que a modernização regulatória desempenha um papel importante na aceleração do crescimento da economia digital e na manutenção da sustentabilidade da indústria móvel.
A confiança digital está se tornando uma prioridade para a Índia, com expectativas de que os gastos com segurança da informação aumentem em 11,7% em 2026. Gorman acrescentou que, à medida que os governos dedicam mais atenção à soberania digital e os cidadãos esperam proteção mais confiável contra fraudes, golpes e ameaças cibernéticas, as responsabilidades da indústria continuam a crescer.
O relatório também destaca iniciativas indianas, como BharatNet e PMGDISHA, que visam resolver problemas relacionados ao acesso à internet e participação digital. Especificamente, o programa PMGDISHA treinou mais de 64 milhões de cidadãos rurais em habilidades digitais básicas.
Segundo o relatório, a lacuna de cobertura no Sul da Ásia diminuiu de cerca de 30% para menos de 5%, pois o problema da conectividade na Índia está mudando de cobertura de rede para uso e implementação reais.
Em uma região mais ampla da APAC, os operadores planejam investir mais de US$ 200 bilhões em despesas de capital entre 2025 e 2030, no entanto, mais de 700 milhões de adultos permanecem offline, apesar da disponibilidade de banda larga móvel.
