Bruxelas envia testes de diagnóstico para ajudar a conter surto de Ebola na República Democrática do Congo
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Bruxelas envia testes de diagnóstico para ajudar a conter surto de Ebola na República Democrática do Congo

A Comissão Europeia está a doar testes de diagnóstico ao Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças para auxiliar no controle do Ebola na República Democrática do Congo, com as primeiras remessas previstas para este mês.

Adicionalmente, o executivo comunitário informou que está sendo elaborado um novo acordo em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir o fornecimento de mais testes.

A comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, destacou que essa assistência foi determinada após sua visita à província de Ituri, na República Democrática do Congo. Durante essa visita, ela recebeu relatos urgentes sobre a necessidade de fortalecer e agilizar a capacidade de diagnóstico do Ebola.

Lahbib enfatizou a importância desses testes durante um surto de Ebola, afirmando que eles contribuirão para a identificação precoce dos casos, permitindo o rápido encaminhamento dos pacientes para cuidados médicos e ajudando a prevenir uma disseminação maior do vírus.

De acordo com dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a epidemia de Ebola na República Democrática do Congo já resultou em 1.489 óbitos e contabiliza 3.381 casos confirmados. Além disso, foram registrados 20 casos confirmados e duas mortes no Uganda.

O executivo comunitário também mencionou que já destinou um total de 493 milhões de euros em auxílio de emergência, vacinas e tratamentos para a região dos Grandes Lagos e para o Uganda.

Informações recentes da OMS indicam que o vírus do Ebola começou a circular no leste da República Democrática do Congo em fevereiro, embora uma pesquisa publicada na revista «Science» no final de julho tenha sugerido que as primeiras infecções poderiam ter ocorrido ainda em janeiro.

Após a declaração da epidemia em Ituri, o vírus se espalhou para o vizinho Uganda. O Uganda declarou-se livre do Ebola em 28 de julho, após registrar 20 casos confirmados, sendo 15 deles classificados como importados da República Democrática do Congo, entre os quais houve duas fatalidades.

Esta epidemia está ligada à cepa de Bundibugyo, que possui uma taxa de letalidade variando entre 30% e 50%. A OMS ressalta que não há vacina aprovada nem tratamento específico para esta cepa.

O vírus do Ebola é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa uma febre hemorrágica grave, acompanhada de vômitos, diarreia e hemorragias internas.

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