Reforma do Campus Tensta transforma antiga escola em campus educacional contemporâneo em Estocolmo
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Reforma do Campus Tensta transforma antiga escola em campus educacional contemporâneo em Estocolmo

A reforma do Campus Tensta, localizada na antiga Escola Secundária de Tensta, converte um edifício de grande valor cultural da década de 1980 em um complexo educacional moderno com múltiplos ocupantes. Este processo foi realizado através de intervenções mínimas e cuidadosas, preservando elementos arquitetônicos originais como a abertura espacial, o jardim de inverno, a paleta de materiais resistentes e a forte identidade do projeto.

O projeto, concebido inicialmente por Gösta Uddén, manteve essas características enquanto se adaptava aos padrões técnicos, ambientais e educacionais atuais. Ele ilustra como o reaproveitamento sensível pode estender a vida útil de uma arquitetura pública relevante, diminuindo o impacto ecológico e mantendo seu valor cultural a longo prazo.

O maior obstáculo consistiu em atender às necessidades educacionais e técnicas modernas, ao mesmo tempo em que se respeitava o status de edifício de interesse cultural sob a legislação de Planejamento e Construção da Suécia. O prédio, projetado por Gösta Uddén e finalizado entre 1980 e 1984, detém a Classificação Azul do Museu da Cidade de Estocolmo, indicando um valor histórico-cultural excepcional que exigiu extrema cautela nas modificações.

As áreas designadas como «Salas de Caráter Especial» foram mantidas com pouca interferência, sendo o processo guiado por uma colaboração próxima com especialistas em conservação. A estratégia geral focou numa «transformação cuidadosa», mantendo a lógica arquitetônica inicial, as linhas de visão, a abertura e a seleção de materiais.

As entradas pré-existentes e as varandas de circulação externa facilitaram a divisão do espaço para diversos inquilinos com apenas ajustes físicos limitados. As novas obras abrangeram a modernização de sistemas técnicos, ventilação, caixilhos corta-fogo, adequações de acessibilidade e funções específicas para os ocupantes, além de melhorias acústicas e de iluminação para otimizar o ambiente de estudo dos alunos, conforme exigência legal.

Na reforma, houve preservação e reutilização de materiais originais sempre que foi possível, incluindo concreto aparente, tijolo, pinho, ladrilhos de terracota, piso de cortiça e divisórias de aço e vidro. Todos os insumos utilizados estão em conformidade com o sistema sueco de avaliação ambiental SundaHus.

O projeto inova através da moderação, evitando uma mudança arquitetônica drástica. Em vez de redesenhar o edifício com uma nova linguagem, a equipe de arquitetura criou um método para ajustar uma estrutura histórica altamente protegida às demandas contemporâneas, salvaguardando suas qualidades espaciais e arquitetônicas primordiais.

Um ponto crucial foi converter um prédio escolar de uso singular em um campus versátil para múltiplos usuários, sem prejudicar a abertura, as linhas de visão ou a identidade arquitetônica original. A estrutura existente e o sistema de circulação, notadamente suas várias entradas e varandas externas, foram aproveitados estrategicamente para permitir essa subdivisão com o mínimo de alteração.

Outro grande desafio foi integrar sistemas técnicos modernos, especialmente os requisitos mais rigorosos de ventilação, dentro de um ambiente tombado pelo patrimônio. Soluções detalhadas e personalizadas permitiram que os novos sistemas fossem visualmente discretos, assegurando que os acréscimos complementassem, e não dominassem, a arquitetura original.

O projeto também reavalia a arquitetura da década de 1980 como um ativo cultural valioso, e não como um modelo ultrapassado. Ao incorporar os materiais, as proporções e as táticas ambientais originais, a reforma prova que a qualidade arquitetônica pode manter sua adaptabilidade através das gerações. O Campus Tensta propõe uma alternativa de reforma baseada na continuidade, no reaproveitamento e na longevidade construtiva.

Social, cultural e ambientalmente, o Campus Tensta contribui ao prolongar a vida útil de um importante edifício público, adaptando-o para o uso educacional atual. Ele conserva um pedaço cultural da história suburbana de Estocolmo, mantendo um ambiente aberto e acolhedor, pensado para fomentar a interação, a visibilidade e a facilidade de acesso. O cliente também possui metas sociais significativas para promover um local mais seguro e inclusivo em uma região que historicamente enfrenta dificuldades sociais.

Os princípios espaciais iniciais do edifício — como abertura, luz natural, conexão visual e múltiplos caminhos internos — já favoreciam a inclusão e a acessibilidade. Tais qualidades foram mantidas e reforçadas pela reforma. A divisão para vários inquilinos também eleva a utilidade e a resistência a longo prazo, garantindo que o prédio continue a servir a diversas funções comunitárias e educacionais.

Sob a ótica da sustentabilidade, o foco foi no reaproveitamento em vez da substituição. Estruturas, fachadas, janelas, superfícies internas e materiais existentes foram preservados sempre que possível, reduzindo drasticamente o carbono incorporado ligado à demolição e à nova construção. As estratégias passivas de projeto ambiental originais, como beirais profundos e passarelas externas que oferecem sombra natural, permitiram que os vidros originais permanecessem instalados sem necessidade de troca.

Em suma, a reforma demonstra que a reutilização adaptativa criteriosa e a durabilidade arquitetônica de longo prazo representam uma alternativa extremamente sustentável à demolição e à reconstrução.

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