Especialista em tecnologia de vestuário transforma roupas corporativas, tornando-as estilosas e práticas
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Especialista em tecnologia de vestuário transforma roupas corporativas, tornando-as estilosas e práticas

Nicole Hepburn-Strickland, que é tecnóloga de vestuário na Imagemakers, trabalha há treze anos para transformar conceitos criativos em peças práticas, duráveis e de alta qualidade.

Na indústria, que é frequentemente associada a designers e modelos, seu papel destaca a competência técnica necessária para dar vida à ideia esboçada no papel em roupas confortáveis de usar.

Descrevendo-se como uma pessoa dedicada e aventureira que valoriza a qualidade, ela disse: «Eu sou Nicole, e nasci e cresci em Cidade do Cabo».

Sua carreira na Imagemakers começou após trabalhar em uma pequena boutique de moda, onde, segundo ela, floresceu antes de decidir sair da zona de conforto.

Hoje, ela chama os tecnólogos de vestuário de «engenheiros da moda».

«Nós transformamos o esboço criativo do designer em uma peça de vestuário de alta qualidade que pode ser produzida de forma eficiente dentro do orçamento», explica ela.

Embora o esboço do designer possa parecer simples, sua realização exige um processo técnico complexo. Segundo Hepburn-Strickland, a produção de uma única peça de roupa do início ao fim pode envolver pelo menos 50 pessoas, e o processo inclui todas as etapas: desde a criação de moldes e seleção de tecidos até desenhos técnicos e medições precisas.

Como tornar as roupas corporativas modernas

Um dos principais problemas que preocupam Hepburn-Strickland é a ideia de que o vestuário de negócios deve ser chato. As roupas corporativas são frequentemente associadas a trajes conservadores e antiquados, mas ela observa que o setor evoluiu significativamente.

«Na Imagemakers, realmente nos esforçamos para oferecer opções elegantes e modernas, adequadas para todos os tipos de pessoas, profissões e formas, incluindo roupas de grávidas», declarou ela.

Sua própria abordagem à moda também se concentra no caimento e na qualidade. Se tivesse que escolher uma peça de guarda-roupa para usar durante toda a carreira, seria um blazer Armani, que ela usava durante a entrevista.

«Ele é perfeitamente feito. Ele simplesmente me veste nos lugares certos», compartilhou ela.

Para Hepburn-Strickland, uma aparência arrumada também tem utilidade prática: ela prepara sua roupa na noite anterior, eliminando assim uma decisão da rotina matinal.

«Isso realmente ajuda na saúde mental parecer organizada quando você sai de casa. Você sabe, apenas começar o dia com a nota certa».

Por que roupas corporativas baratas podem custar mais caro

No mercado, onde as empresas muitas vezes estão sob pressão para obter o menor orçamento, Hepburn-Strickland acredita que as empresas devem olhar além do preço inicial. Ela alerta que itens mais baratos podem acabar sendo mais caros, pois tecidos de baixa qualidade encolhem, desbotam ou rasgam após várias lavagens.

Isso resulta em um ciclo de substituição prematura e pedidos repetidos.

«Investir em vestuário corporativo premium e durável realmente reduz o custo por uso», disse ela, descrevendo alternativas mais baratas como uma potencial economia falsa.

É também crucial entender como os itens serão usados ao escolher os tecidos. «Não podemos limpar tudo na lavanderia, então precisamos de tecidos que possam ser lavados», explicou ela.

O poliéster é útil devido à resistência a rugas e à possibilidade de lavagem, embora possa causar desconforto em clima quente. O algodão oferece uma alternativa mais fresca, mas geralmente requer mais atenção ao passar a ferro.

Seu favorito pessoal é o Tencel, que ela gosta por sua maleabilidade, e o denim recebe sua aprovação pela durabilidade.

Criando um guarda-roupa mais sustentável

O impacto da moda no meio ambiente é outro problema que está próximo do coração de Hepburn-Strickland. É difícil para ela ver montanhas de roupas descartadas, especialmente considerando que a indústria da moda rápida continua a contribuir para a formação de resíduos.

Ela acredita que, para uma empresa que lida com vestuário corporativo, a durabilidade deve fazer parte da discussão sobre desenvolvimento sustentável.

«Na Imagemakers, estamos trabalhando no indicador de „cento e vinte lavagens“ — ele deve durar», afirmou ela.

Ela também está fascinada pelos avanços na tecnologia têxtil, incluindo a conversão de garrafas plásticas recicladas em tecido.

Ela argumenta que o foco na durabilidade não é apenas criar peças mais resistentes; é também reduzir a necessidade de substituição constante e incentivar as empresas a pensar no ciclo de vida completo dos produtos que adquirem.

Tecnologias que mudam a forma de fazer roupas

As tecnologias também abrem novas possibilidades na produção de roupas. A Imagemakers já utiliza sistemas de modelagem digital, e o design computacional tridimensional permite que os tecnólogos visualizem as roupas em avatares antes que o tecido seja cortado.

Para Hepburn-Strickland, a tecnologia tem o potencial de tornar o processo de desenvolvimento mais eficiente, ao mesmo tempo que reduz o número de amostras físicas.

E se o dinheiro não fosse um problema? «Eu gostaria de inventar uma máquina de digitalização que criasse moldes 2D diretamente a partir de um item 3D!»

Esta é uma ideia que reflete a intersecção entre criatividade e pensamento técnico, definindo sua profissão.

Carreira para solucionadores de problemas

Para mulheres que consideram uma carreira na área técnica da moda, Hepburn-Strickland diz que o sucesso exige mais do que apenas interesse por roupas. Um futuro tecnólogo de vestuário deve ser determinado, diligente, ter conhecimento de números e estar pronto para trabalhar. Eles também precisam de fortes habilidades interpessoais, pois o trabalho envolve interação com muitas pessoas durante todo o processo de produção.

O mais importante, em sua opinião, é a persistência. «Você deve ser alguém agradável de conversar, porque você trabalha com muitas pessoas todos os dias», disse ela. «Você precisa dessa persistência para poder dizer: „Não, isso não vai funcionar“».

Para Hepburn-Strickland, a disposição de contestar ideias, resolver problemas e entender precisamente a construção da peça manteve sua paixão pelo trabalho por mais de dez anos.

Talvez sua lealdade leonina também tenha desempenhado um papel. Durante uma entrevista, ela mencionou seu signo zodiacal apenas para descobrir que a esposa do fundador da empresa, Sr. Spoun, era astróloga. «Ele disse: „Tudo bem, então tem que ser!“», ela lembra com riso.

Pode ter sido um momento leviano, mas após 13 anos, a carreira de Hepburn-Strickland prova que a combinação certa de habilidades técnicas, curiosidade, persistência e paixão pode transformar a moda em algo mais do que apenas fazer roupas.

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