Paramount solicita que estados garantam US$ 1,88 bilhão devido ao atraso na fusão com a Warner
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Paramount solicita que estados garantam US$ 1,88 bilhão devido ao atraso na fusão com a Warner

A Paramount Skydance manifestou o desejo de forçar os estados americanos que estão obstruindo sua fusão com a Warner Bros. Discovery a assumirem os custos e taxas gerados pelo adiamento da transação. Este pedido foi formalizado nesta segunda-feira, dia 17, através de um novo documento dentro do processo antitruste que contesta a operação.

A companhia requereu que os estados envolvidos na ação judicial apresentem uma garantia no valor de US$ 1,88 bilhão (aproximadamente R$ 9,8 bilhões) para cobrir eventuais prejuízos resultantes da postergação da fusão.

Em julho, um coletivo composto por 12 procuradores-gerais estaduais, tendo como líder o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, iniciou um processo visando barrar a união de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 572 bilhões) entre Paramount e Warner.

Esta operação visava unir dois grandes estúdios cinematográficos — Paramount e Warner Bros. —, além de consolidar um vasto conjunto de canais de TV por assinatura nos Estados Unidos e as plataformas de streaming HBO Max e Paramount+.

Os procuradores-gerais estaduais alegam que tal fusão infringiria a Lei Antitruste Clayton, uma legislação com mais de cem anos que proíbe aquisições e uniões consideradas prejudiciais à concorrência.

Um porta-voz da Paramount mencionou a Lei Clayton e outras regulamentações federais, sustentando que elas obrigam os autores de uma ação — neste caso, os estados — a fornecerem uma garantia para cobrir danos potenciais causados pela suspensão da transação durante o litígio.

A Paramount declarou: “Aqui, cada mês de atraso traz consequências financeiras substanciais e quantificáveis”.

A empresa informou no documento apresentado ao Judiciário que, até o término do julgamento e a apresentação das alegações finais pelas partes, a Paramount já teria desembolsado US$ 1,3 bilhão em taxas de manutenção irrecuperáveis aos acionistas da Warner Bros.

Adicionalmente, a Paramount argumenta que o atraso coloca em risco a validade das aprovações regulatórias que as empresas levaram meses para obter.

Segundo o documento, “Sem uma garantia, mesmo uma vitória completa no mérito não recuperaria um único dólar dessas perdas extraordinárias. É justamente por isso que a legislação federal exige que os autores forneçam uma garantia como condição para receber medidas preliminares, como a ordem aprovada pelo tribunal”.

Em seu comunicado, a Paramount especificou que os US$ 1,88 bilhão solicitados correspondem a um “cálculo direto da máxima consideração potencial relacionada às ticking fees e dos custos de financiamento decorrentes deste processo”.

Contudo, a empresa enfatizou que estes não são os únicos custos ligados ao adiamento da operação. A Paramount acrescentou que, devido a um atraso de, no mínimo, oito meses na finalização, não haverá integração nem aumento nos investimentos em conteúdo, produção e talentos criativos por parte da empresa combinada. Os colaboradores das duas companhias também são afetados pela insegurança gerada pelo adiamento da fusão.

Além da Califórnia, o grupo de estados que move o processo contra a Paramount inclui um total de 12 estados, liderados pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. A ação foi protocolada em julho, defendendo que a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery viola a Lei Antitruste Clayton, estabelecida há mais de um século para evitar concentrações que prejudiquem a competição.

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