Preços de memória RAM sobem drasticamente, atingindo aumentos de até 500% nos EUA
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Preços de memória RAM sobem drasticamente, atingindo aumentos de até 500% nos EUA

Os custos das memórias RAM apresentaram um aumento significativo, embora a magnitude desse reajuste varie conforme o país e o modelo específico. Nos Estados Unidos, que servem como referência para outros mercados, os valores subiram aproximadamente 500% entre os anos de 2025 e 2026, segundo um levantamento realizado pelo Tom’s Hardware.

Analisando especificamente o segmento de PCs, observa-se que a elevação de preços é consideravelmente mais acentuada para as memórias DDR5. Além disso, os kits de memória com maior capacidade foram os que sofreram os ajustes mais substanciais.

Embora a tabela analisada se concentre em kits compostos por dois módulos de memória DDR5, o aumento de preços também afeta os módulos vendidos separadamente. Nessa última categoria, alguns incrementos superam dez vezes o valor original. Um exemplo notável é um módulo G.Skill de 128 GB de DDR5-6400, que custava US$ 329 em 2025, mas atualmente é vendido por US$ 3.399.

Diante dessas discrepâncias, alguns consumidores optam por utilizar computadores que ainda empregam memórias DDR4 ou realizar atualizações em equipamentos baseados nesse padrão. Contudo, essa alternativa possui limitações, visto que os módulos DDR4 também tiveram aumentos de preço, embora em proporções consideradas 'menos graves', variando entre 120% e 180%.

A perspectiva é de que os preços das memórias RAM continuarão a subir nos próximos meses. Muitos especialistas preveem que qualquer estabilização só poderá ser observada em 2028, e mesmo essa previsão é vista como excessivamente otimista.

A causa fundamental desse cenário é impulsionada pela inteligência artificial. O crescimento acelerado no número de aplicações desse tipo exige um aumento contínuo na construção ou expansão de data centers para suportá-las. Como consequência direta, toda a produção de memória RAM projetada para 2027 já foi totalmente comercializada.

A complexidade da situação forçou os fabricantes de PCs a priorizarem a produção de máquinas com menor quantidade de memória. Este contexto provavelmente motivou a Microsoft a fazer uma declaração inesperada: otimizar o Windows 11 para funcionar em computadores equipados com apenas 8 GB de RAM.

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