França considera congelar altas pensões em 2027 para reduzir o défice orçamental
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França considera congelar altas pensões em 2027 para reduzir o défice orçamental

O Ministro da Economia e Finanças, Roland Lescure, afirmou que deve ser considerada a possibilidade de indexação mais moderada das pensões dos pensionistas mais abastados como contribuição para a recuperação nacional.

Estas declarações foram feitas por Lescure na rede Bluesky e citadas pela agência espanhola EFE. Ele respondeu às críticas de Thierry Breton, ex-comissário europeu e antecessor de Lescure.

Breton criticou o governo no domingo, durante uma entrevista ao canal BFMTV, por congelar a reforma das pensões no início do ano, que deveria adiar a idade mínima de reforma de 62 para 64 anos.

Segundo Breton, o governo procurou evitar problemas em janeiro com esta suspensão da reforma, que era exigência dos socialistas para não permitir um voto de desconfiança. No entanto, agora, segundo ele, enfrentará uma decisão que lhe parece pior, pois pune os pensionistas atuais.

Lescure refutou os cálculos apresentados por Breton sobre o custo desta suspensão da reforma das pensões para as finanças públicas.

Alguns especialistas calcularam que se as pensões dos beneficiários de 3000 euros brutos fossem indexadas apenas à metade da taxa de inflação (que foi de 2,1% em julho), isso geraria apenas 700 milhões de euros. Esse valor poderia atingir 1,5 mil milhões de euros se a medida fosse aplicada àqueles que ganham mais de 2000 euros.

Esta ideia, discutida por vários dias sem definição exata, surgiu pouco antes do governo francês apresentar o projeto de orçamento para 2027, que é um ano eleitoral, com eleições presidenciais marcadas para 18 de abril e 2 de maio.

Os votos dos pensionistas terão grande importância, pois constituem um grupo muito numeroso (quase 25% da população) e demonstram uma das taxas de comparecimento mais altas.

Em 2025, a França tornou-se o segundo país da zona euro com o maior défice, ficando atrás apenas da Bélgica, cujo défice foi de 5,1% do PIB.

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