Os Estados Unidos estão acelerando a fabricação de mísseis Tomahawk mediante um contrato de grande importância histórica. Essa medida ocorre em um cenário de escassez de munições, resultado do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. A redução nos estoques de mísseis foi apontada pela oposição democrata americana e por especialistas, embora o governo do presidente americano, Donald Trump, negue veementemente essa alegação.
Os mísseis Tomahawk, que são mísseis de cruzeiro de longo alcance, são lançados primariamente a partir de submarinos ou navios e possuem capacidade de atingir alvos a mais de 1.600 quilômetros de distância.
Hung Cao, secretário-adjunto interino da Marinha, comunicou através do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) que assegurar que as forças navais e conjuntas possuam o poder de fogo letal essencial para proteger o território nacional e dissuadir agressões é uma prioridade máxima.
O mesmo responsável garantiu que este investimento significativo de 22,9 mil milhões de dólares (equivalente a 19,7 mil milhões de euros) fará com que a entrega dos mísseis Tomahawk aos combatentes ocorra em um ritmo inédito. Ele também afirmou que o Departamento de Defesa está empregando todos os recursos disponíveis para suprir as demandas das operações atuais.
Este equipamento das forças navais americanas foi um fator envolvido no desentendimento com o ex-secretário da Marinha, John C. Phelan, que renunciou em abril passado durante o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz.
Um estudo realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) em julho revelou que os estoques de mísseis interceptores dos Estados Unidos — que não são Tomahawk — diminuíram consideravelmente desde o início da guerra com o Irã, ocorrida em 28 de fevereiro deste ano.
Segundo o centro de pesquisa americano, que avalia que esse estoque foi reduzido em pelo menos metade desde o começo do conflito com o Irã, os Estados Unidos dispunham de mais de 2.300 interceptores Patriot e 450 sistemas de defesa aérea THAAD no início do ano.
Em julho, o Pentágono anunciou a assinatura de um contrato de 58,6 mil milhões de dólares (50,5 mil milhões de euros) com a Lockheed Martin, válido por sete anos, destinado à produção de mísseis Patriot. A empresa comprometeu-se a entregar esses interceptores «a uma velocidade inigualável».
Com este volume de acordos, Washington busca oferecer aos seus parceiros industriais a estabilidade e a previsibilidade necessárias para que possam «expandir a sua força de trabalho, aumentar o ritmo de produção e reforçar as cadeias de abastecimento».
