As equipes Stormers, Sharks e Bulls demonstraram vulnerabilidades potenciais dos All Blacks para os Springboks durante uma série de rivalidade lendária no rugby. Essas equipes mostraram onde a seleção da Nova Zelândia pode enfrentar dificuldades, antes do primeiro teste em Ellis Park no sábado.
A maior rivalidade do rugby
Assim como os Stormers, os Bulls conseguiram marcar um brilhante ponto graças a uma linha-out forte, pegando a defesa dos All Blacks de surpresa. Este momento chamou a atenção dos Springboks, que se preparam para o primeiro jogo de teste em Ellis Park no sábado.
Três equipes das franquias do United Rugby Championship forneceram uma visão clara de quais aspectos podem ser pontos fracos dos All Blacks. Embora os neozelandeses tenham vencido com confiança os Sharks e os Bulls após uma forte resistência dos Stormers no primeiro jogo, cada equipe identificou certas fraquezas na composição dos 'Kiwis', nas quais a equipe campeã do mundo se concentrará.
Leighton Kopman considera cinco áreas que podem ser alvos para os Boks no primeiro jogo de teste em Ellis Park no sábado.
Scrums
Apesar de um jogo mais forte contra os Bulls neste aspecto, Stormers e Sharks mostraram aos Springboks que uma maneira eficaz de enfrentar os All Blacks é atacar através dos forwards. Além disso, o scrum sul-africano, apesar das lesões de Ox Nche, continua a demonstrar um poder significativo.
Os All Blacks sentiram pressão durante os scrums em diferentes fases do jogo, pois seus jogadores de linha de frente não conseguiram lidar com o desafio. Os Springboks esperam usar essa oportunidade para criar uma plataforma de pressão e pontuação em Ellis Park.
Defesa da linha-out e maul em corrida
Outro elemento que revelou rachaduras nos jogos amistosos foi a defesa da linha-out e o maul em corrida. Esta é uma especialidade dos campeões mundiais: usar movimentos poderosos de linha-out para marcar pontos ou criar a base para ataques fortes na metade do campo adversário.
'Kiwis' saberão o que esperar, mas impedir isso é outra questão, especialmente considerando que a equipe Boks busca dominar desde o início. Um maul forte permitirá aos sul-africanos variar seu estilo de jogo, baseando-se nele.
Início lento
Geralmente, não se pode comparar a Nova Zelândia com um começo lento no rugby. Eles são tradicionalmente o padrão de um início rápido nos primeiros vinte minutos, depois assumindo o controle do jogo. No entanto, sua incapacidade de fazer isso permitiu que Stormers, Sharks e Bulls continuassem lutando até o intervalo. Um início lento como esse não é característico dos All Blacks, e isso pode ser algo que os Springboks poderão usar nos próximos jogos.
Combinações não testadas
Lesões na equipe dos 'Kiwis' podem forçar o técnico Dave Rennie a escolher combinações não testadas contra a máquina coesa dos Springboks, e a equipe da casa estará pronta para explorar os elos fracos. Os All Blacks já perderam jogadores chave durante sua turnê, e quaisquer falhas adicionais podem resultar em combinações que não passaram tempo suficiente juntos. Os Boks pretendem testar isso desde o primeiro apito.
Força em bola alta
A equipe All Blacks está sem o wing especializado Will Jordan, considerado um dos jogadores mais confortáveis em passes altos. Além disso, os visitantes não demonstraram um jogo totalmente convincente ao usar passes 'para cima e para baixo'. Esta é outra área que os Boks, incluindo Cheslin Kolbe, Damian Willemse e Kurt-Lee Arendse, podem usar e atacar ativamente contra os visitantes. Passes precisos podem levar a interceptações e infrações, abrindo oportunidades para contra-ataques.



