Três jovens ginastas representam a África do Sul no Torneio dos Faraós
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Três jovens ginastas representam a África do Sul no Torneio dos Faraós

Três jovens ginastas — Kutlvano Kumalo, Kaylee Maltz e Taskeen Brenner — estão se preparando para representar a África do Sul no Campeonato dos Faraós de ginástica artística, que ocorrerá de 17 a 20 de setembro deste ano.

Ginástica Sul-Africana

Mais de quarenta anos atrás, três mães — Marilyn Pretoriaus, Eleonora Lombard e Gail Matty — tinham um objetivo simples: criar um espaço especializado para treinar seus filhos em ginástica. Graças a isso, elas lançaram as bases de um dos legados esportivos mais duradouros da África do Sul — Mega Gymnastics em Cidade do Cabo.

Seguindo o espírito das mulheres do passado, as três atletas abrem uma nova era na ginástica sul-africana. Kutlvano Kumalo (13 anos), Kaylee Maltz (17 anos) e Taskeen Brenner (14 anos) estão prontas para competir pela África do Sul no Campeonato dos Faraós de ginástica artística.

O que é o Campeonato dos Faraós?

O Campeonato dos Faraós é reconhecido pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) como um torneio internacional oficial e é realizado no Estádio Internacional do Cairo. Rapidamente se tornou um evento prestigioso no calendário mundial de ginástica.

Atletas de elite da Europa, Ásia e África viajam para o torneio, tornando-o um palco importante para talentos jovens e olímpicos experientes. Para atender a esses padrões internacionais, o torneio utiliza equipamentos altamente regulamentados fornecidos pela empresa Taishan.

Kutlvano Kumalo: Atleta de 13 anos estreando no nível nacional

Kutlvano Kumalo, sendo a mais jovem da equipe com 13 anos, está se preparando para sua estreia na seleção juvenil nacional. Ela concilia os estudos no 8º ano com o esporte de elite. Kumalo começou a praticar ginástica aos seis anos após ser convidada por um amigo para uma aula.

Kumalo observou que foi inspirada pela oportunidade de fazer parte de algo significativo. Embora seu foco competitivo principal sejam as barras assimétricas, que ela irá dominar no Cairo no aparelho de equilíbrio certificado pela FIG e fornecido pela Taishan, sua performance no solo demonstra um estilo único. Sua coreografia no tapete padrão para exercícios no solo inclui elementos acrobáticos explosivos e movimentos de dança nítidos, destacando sua flexibilidade e musicalidade.

Para Kumalo, frequentar o ginásio é um processo terapêutico. Ela relatou que, às vezes, tendo um dia ruim na escola, ela descarrega raiva e tristeza através da ginástica. Após a publicação dos resultados dos testes de seleção nacional, Kumalo soube que havia sido selecionada para o time juvenil que participaria no Cairo, o que lhe causou grande alegria, pois foi sua primeira experiência em um programa juvenil.

Kaylee Maltz: Força de Espírito

Kaylee Maltz é a atleta olímpica mais velha da equipe, conciliando treinos com exames do 12º ano. Ela possui 14 anos de experiência em ginástica. Maltz especializa-se em salto e barras assimétricas, onde suas apresentações exigem enorme resistência física, incluindo transições sobre apoios de mão, execuções de piruetas e elementos de alta dificuldade entre as barras.

Em sua carreira, ela sofreu lesões físicas graves. Maltz sofreu três fraturas de tornozelo — duas em um pé e uma no outro — além de uma grave lesão cerebral durante um treino, que exigiu atendimento médico de emergência. Maltz admitiu que a lesão cerebral foi a mais difícil de superar devido à sua natureza traumática. Após três semanas de descanso, por recomendação médica, ela viajou para a Inglaterra para representar seu país novamente.

Ela enfatizou que a ginástica não é apenas uma batalha física, mas também psicológica. Maltz explicou que às vezes surgem 'bloqueios' em aparelhos específicos, quando a mente não permite executar um elemento, e é necessário superar essas dificuldades.

Taskeen Brenner: Pronta para provar que a África do Sul merece vitórias

A 14 anos, Taskeen Brenner está se preparando para um marco significativo: o Cairo será o palco de sua primeira competição internacional. Brenner trará ao time um forte espírito competitivo e concentração excepcional. Sua jornada na ginástica começou aos cinco anos como uma decisão dos pais de direcionar sua energia. No entanto, nos últimos dois anos, a energia infantil se transformou em poder atlético de elite.

Sua execução técnica e força física aumentaram drasticamente, transformando-a em uma concorrente formidável. Brenner admitiu estar nervosa com sua primeira apresentação pelo país. Ela quer demonstrar seu progresso e mostrar que a África do Sul é capaz de vencer.

Brenner gasta diariamente uma hora no trajeto até o ginásio, e seu pai a acompanha, esperando no carro por três horas durante os treinos. Ela observa que seu pai apoia sua paixão, e isso lhe traz felicidade. No tapete, ela não permite distrações, entendendo o quão rigoroso pode ser a ginástica de elite. Ela diz que no solo ou no aparelho, é preciso pensar apenas em evitar cair, e se cair, é preciso levantar imediatamente, aprender com o erro e não deixar que o deslize estrague o resto da apresentação.

Como a ginástica artística é avaliada

O trio compete em ginástica artística feminina, uma disciplina que exige que as atletas dominem quatro aparelhos principais.

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