O presidente Cyril Ramaphosa assumiu o cargo de presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) durante a 46ª cúpula ordinária, realizada em Ekurhuleni. Ele declarou a intenção de aprofundar a integração regional, promover a industrialização e fortalecer a cooperação entre os estados-membros.
Ramaphosa delineou as prioridades da África do Sul em seu mandato na SADC, prometendo reforçar o comércio regional, aprofundar a integração e impulsionar a industrialização, ao mesmo tempo que garante a manutenção da paz, segurança e democracia.
Ao assumir a presidência da SADC, Ramaphosa observou que a África do Sul vê este cargo como uma responsabilidade imposta pela região. Ele enfatizou que a participação da África do Sul na SADC baseia-se na história de solidariedade, sacrifício e coragem, visto que os países sul-africanos forneceram refúgio aos lutadores pela liberdade na África do Sul durante o apartheid, bem como enfrentaram dificuldades econômicas e instabilidade.
Ramaphosa informou que a África do Sul cooperará estreitamente com todos os estados-membros da SADC, guiada pelos princípios de igualdade soberana, respeito mútuo, solidariedade e consenso. O país planeia apoiar os feitos dos presidentes anteriores e promover a implementação da Visão SADC 2050.
Uma das áreas chave será o aprofundamento da integração regional para uma movimentação mais eficiente de bens, serviços, capital e competências através das fronteiras. Além disso, a África do Sul trabalhará no fortalecimento das cadeias regionais de valor, na expansão do comércio intra-africano e na atração de investimentos em infraestrutura.
No âmbito da industrialização, a África do Sul trabalhará com outros membros da comunidade, colocando os jovens, mulheres e empreendedores no centro da transformação econômica da região. Ao mesmo tempo, a agenda econômica será implementada paralelamente às medidas de proteção da paz, segurança, democracia e estabilidade.
Ramaphosa salientou que a força da SADC reside não apenas em suas instituições ou acordos, mas na solidariedade de seus estados-membros. Ele afirmou que cumprirá seus deveres «como servo da região», comprometendo-se a ouvir, consultar e alcançar o consenso para concretizar os compromissos comuns em progresso visível e de longo prazo.
Ele agradeceu ao presidente em exercício, Emmerson Mnangagwa, por sua liderança e gestão da SADC, notando que o Zimbábue estabeleceu uma base sólida para o desenvolvimento futuro da África do Sul. Ramaphosa também parabenizou o Zimbábue por obter um assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, destacando que o país representará não apenas a SADC, mas todo o continente.



