O volume de operações de câmbio remoto no Uzbequistão continua a aumentar, mas as taxas de crescimento desses canais estão atrás dos indicadores dos pontos de câmbio tradicionais, de acordo com uma análise do Banco Central.
De acordo com o BC, no período de janeiro a junho, foram realizadas transações cambiais por um valor de US$ 11,157 bilhões através de agências bancárias, superando significativamente os US$ 8,369 bilhões do mesmo período do ano passado. Além disso, o volume de operações nos pontos de câmbio tradicionais demonstrou um aumento de aproximadamente 33,3%.
Os serviços bancários remotos permitiram que pessoas físicas trocassem US$ 7,479 bilhões em comparação com US$ 5,879 bilhões no primeiro semestre de 2025, correspondendo a um aumento de 27,2%. O segmento mais ativo foi o uso de caixas eletrônicos de câmbio: o volume de operações através deles aumentou de 252 milhões para 404 milhões de dólares, ou aproximadamente 60,3%.
No entanto, apesar do rápido crescimento, o segmento de caixas eletrônicos de câmbio permanece pequeno, representando apenas um pouco mais de 2% do volume total de operações da população com moeda estrangeira. Para comparação, os pontos de câmbio tradicionais processam 59% de todas as operações, e os canais remotos, 39%. No total, cerca de US$ 19 bilhões passaram por todos os pontos mencionados no primeiro semestre.
Mudança na participação do câmbio online
É importante notar que, embora o volume absoluto de troca de moeda remota continue a crescer, sua participação no volume geral diminuiu no último ano. No primeiro semestre de 2024, os canais online representavam 37% das operações de câmbio. Em 2025, esse indicador subiu para 41%, mas no primeiro semestre de 2026, caiu para 39%.
A situação dos pontos de câmbio teve uma tendência oposta: sua participação diminuiu de 62% em 2024 para 58% em 2025, e depois aumentou novamente para 59% no primeiro semestre atual.
O Banco Central explica o desenvolvimento dos caixas eletrônicos 24 horas e dos serviços remotos pela expansão do acesso dos cidadãos aos serviços bancários digitais. Na opinião do regulador, os métodos digitais permitem realizar operações a qualquer hora do dia, reduzir custos operacionais e melhorar a acessibilidade aos serviços financeiros.
Aumento nas vendas de moeda pela população
Durante o período de seis meses de relatório, pessoas físicas venderam moedas aos bancos no valor de US$ 12,3 bilhões, um aumento de 35% em relação ao ano anterior. O volume de compras de moeda pela população aumentou em 26%, atingindo US$ 6,8 bilhões. Assim, em seis meses, a população vendeu aos bancos cerca de US$ 5,5 bilhões a mais em moeda estrangeira do que comprou, enquanto no ano passado essa diferença era de US$ 3,7 bilhões.
A população mantém o status de grande vendedora líquida de moeda estrangeira. A proporção de oferta líquida de moeda pela população em relação ao volume total de operações de câmbio aumentou de 26% no primeiro semestre de 2025 para 29% em janeiro-junho de 2026.
Além disso, em 9 de agosto, entraram em vigor alterações nas regras de controle interno dos bancos comerciais. Uma dessas mudanças aumentou o limite de operação que requer identificação do cliente de 100 para 500 dólares. Ao comprar moeda estrangeira em espécie dentro do limite estabelecido, não é mais necessário apresentar passaporte, carteira de identidade ou outro documento substituto.

