De acordo com a emissora estatal marroquina Medi 1 TV, 294 migrantes vindos da África Subsaariana foram detidos no último sábado enquanto tentavam ingressar em Ceuta. Além disso, as autoridades também prenderam 61 cidadãos marroquinos sob acusação de auxiliar essas tentativas de migração, conforme relatado pela mesma emissora.
Essas tentativas de travessia surgiram após um aumento nas postagens em redes sociais que incentivavam os migrantes a se dirigirem a Ceuta, uma localidade espanhola localizada na costa norte do Marrocos. Em reação a isso, tanto as autoridades marroquinas quanto as espanholas intensificaram a segurança e limitaram os deslocamentos rumo àquela região.
Neste contexto, o chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez, está presidindo, na segunda-feira, uma reunião de coordenação por videoconferência com diversos ministros para tratar da situação atual em Ceuta.
Os dados das autoridades espanholas indicam que aproximadamente 72.000 indivíduos entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no Norte de África, durante um período de 24 horas no começo de agosto, e que 70.000 desses migrantes já retornaram ao Marrocos.
Oficialmente, pelo menos 90 pessoas faleceram em ambos os lados da fronteira, embora grupos defensores dos direitos humanos tenham noticiado números superiores.
Ceuta, um pequeno território com população de 80.000 habitantes, encontra-se no extremo norte do Marrocos, margeado pelo Estreito de Gibraltar. É reconhecida como uma das duas fronteiras terrestres que conectam a África à Europa, ao lado do outro enclave espanhol, Melilla.


