A Casa La Alhajuela representa o primeiro empreendimento desenvolvido pelo escritório Trópico Arquitetura, servindo como um exercício fundamental para a consolidação de sua identidade arquitetônica e dos objetivos próprios da equipe de projeto.
A Casa La Alhajuela representa o primeiro empreendimento desenvolvido pelo escritório Trópico Arquitetura, servindo como um exercício fundamental para a consolidação de sua identidade arquitetônica e dos objetivos próprios da equipe de projeto.
Este imóvel era a residência rural da família de uma das arquitetas, local onde ela passou a infância. Posteriormente, a casa foi herdada pelo pai dela, que contratou o escritório para realizar a reforma de uma propriedade que permanecia abandonada há vários anos.
O forte laço afetivo com o local e a vivência proporcionada por ele ao longo da vida culminaram em um projeto focado em preservar ao máximo as características espaciais originais da casa. Isso foi alcançado através de intervenções direcionadas aos acabamentos e ao design do mobiliário fixo, valorizando assim a arquitetura já existente.
Para garantir o acesso, foram erguidos dois muros que definem um pátio. Neste espaço, foi restaurada e realocada grande parte da vegetação que já existia no local, complementada por jardins que foram cultivados por diversas gerações.
No que diz respeito aos revestimentos, foram empregadas ladrilhos de barro cozido dispostos em padrão de espinha de peixe. Os componentes de marcenaria foram trocados por portas e janelas feitas de carvalho natural, mantendo o formato tradicional de portas com venezianas, o que facilita a entrada de luz e oferece proteção contra o clima frio.
Na estrutura do telhado, manteve-se a madeira roliça, característica da arquitetura camponesa vernácula. As vergas de madeira foram lixadas para retirar a pintura, expondo a condição natural do material.
O mobiliário fixo foi construído utilizando alvenaria e concreto moldado in loco, apresentando-se como elementos que emergem diretamente das próprias paredes, muitas das quais foram erguidas em taipa de pilão.
A Casa Limoneros, concebida pela Quaterna Arquitectos, baseia-se na arquitetura vernácula de Valle de Bravo, apresentando uma releitura moderna. As coberturas inclinadas, revestidas com telhas de barro, fazem alusão à tradição construtiva regional, enquanto a seleção de materiais estabelece um diálogo discreto com o ambiente natural ao redor.
Para a execução das estruturas de cobertura, foram utilizadas vigas e tábuas de abeto oyamel provenientes da região, submetidas a um processo artesanal de carbonização. Este método não só protegeu a madeira, mas também alterou intencionalmente sua aparência natural, conferindo-lhe uma gama de cinzas profundos, pretos e tons minerais, o que acentua o caráter contemporâneo do projeto.
A residência está estruturada em dois blocos distintos: um dedicado à área íntima e outro aos espaços sociais. Estes volumes são conectados por uma passagem coberta que mantém sua separação proposital, fazendo com que o próprio espaço vazio se torne um componente compositivo fundamental. As áreas de serviço foram integradas de forma sutil a este arranjo, garantindo uma organização clara em todo o projeto.
Todo o programa funcional se desenvolve em um único pavimento, promovendo uma forte conexão horizontal com o terreno. Apesar de manter uma dimensão modesta, as proporções internas amplas criam uma sensação surpreendente de amplitude. As coberturas inclinadas alcançam sua expressão máxima sem a necessidade de pé-direito duplo, resultando em ambientes internos que são acolhedores, íntimos e bem dimensionados.
Uma faixa contínua de janelas altas demarca a separação entre as paredes e os planos do telhado, dando a impressão de que o teto paira sobre os volumes. Simultaneamente, essa característica introduz uma iluminação natural suave e uniforme por toda a casa. Essa solução satisfaz o desejo dos moradores por interiores naturalmente iluminados, dispensando claraboias, ao mesmo tempo que confere leveza visual à cobertura.
Um princípio central do projeto é a interação entre o interior e o exterior. O mármore Santo Tomás percorre tanto os pisos internos quanto os terraços, sendo pontuado apenas por superfícies de brita. Essa continuidade material desfaz a fronteira entre o interno e o externo, permitindo que a paisagem se torne uma extensão orgânica dos locais de convívio.
Construída em um antigo pomar de limoeiros próximo a um riacho, a casa demonstra sensibilidade às condições do local. Ela foi ligeiramente elevada para respeitar o fluxo natural da água, e as árvores maduras foram preservadas e incorporadas à vida doméstica. O uso do espaço residencial se expande para a paisagem através de terraços, piscina, lareira externa e diversos espaços ao ar livre, transformando o terreno em um ambiente utilizável, e não apenas um cenário passivo.
As ligações entre essas diferentes áreas são estabelecidas por trilhos feitos de dormentes de madeira recuperados durante a obra, reforçando a estratégia mais ampla de reutilização de materiais e aproximando a arquitetura do seu entorno. Elementos metálicos leves foram aplicados nas coberturas secundárias e nos componentes do pavilhão externo, visando otimizar tempo e custos em um lote de acesso complicado. Adicionalmente, uma lareira personalizada em aço carbono complementa a paleta material sóbria da residência.
Em vez de competir com o cenário circundante, a Casa Limoneros estabelece um diálogo silencioso com ele. O projeto reflete a identidade arquitetônica de Valle de Bravo por meio de uma linguagem contemporânea que prioriza a ligação entre paisagem, materialidade e o espaço habitável.
O escritório Set Architects finalizou a reforma de um apartamento datado do começo do século XX, localizado no bairro de Nomentano, na cidade de Roma. O projeto consistiu em reinterpretar o layout tradicional do imóvel, aplicando uma visão moderna ao espaço.
A descrição do projeto foi fornecida pela própria equipe de arquitetura. Este trabalho demonstra como o escritório Set Architects conseguiu modernizar uma estrutura antiga, mantendo sua essência histórica enquanto introduz elementos contemporâneos.