Durante a semana da Ciência, diversos fenômenos astronômicos e geofísicos foram noticiados, incluindo um eclipse solar total observado em partes da Europa, como na Espanha continental, onde tal evento não era visto desde 1905.
Os eclipses solares totais são considerados fenômenos raros; a NASA estima que uma região da Terra possa aguardar entre 375 e 400 anos por um eclipse total, embora este intervalo não seja fixo. A ocorrência depende do tamanho da umbra, a sombra mais escura da Lua, que geralmente mede entre 100 e 200 quilômetros de largura, formando um corredor de totalidade estreito.
A distribuição dessas rotas segue o Ciclo de Saros, que se repete em ciclos de aproximadamente 18 anos, 11 dias e oito horas. Essa dinâmica explica a variação no tempo entre eclipses em diferentes locais, como Carbondale, nos Estados Unidos, que viu eclipses em 2017 e 2024, e Londres, na Inglaterra, que esperou 837 anos entre 878 e 1715.
O próximo eclipse solar total ocorrerá em 2 de agosto de 2027, abrangendo partes da Espanha, Norte da África, Oriente Médio e Oceano Índico, incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen, Somália e Gibraltar. No Brasil, contudo, o evento será mínimo, com apenas uma pequena área do Rio Grande do Norte registrando um eclipse parcial entre 5h12 e 5h38, no horário de Brasília, cobrindo menos de 1% do disco solar.
A última vez que o Brasil presenciou um eclipse solar total foi em 3 de novembro de 1994, e a próxima oportunidade está prevista apenas para 12 de agosto de 2045, quando a faixa de totalidade deve passar pelo Norte e Nordeste, atingindo cidades como Belém, São Luís, João Pessoa e Recife.
Além disso, há outros eventos próximos: um eclipse anular, conhecido como “Anel de Fogo”, pode ser visto em parte do Brasil em 6 de fevereiro de 2027, e um eclipse solar parcial ocorrerá em 2 de agosto de 2027.
Em relação aos tipos de eclipse, a diferença reside na distância da Lua: no parcial, apenas uma fração é coberta; no anular, a Lua está mais distante e deixa um anel luminoso visível; e no total, ela oculta totalmente o Sol para quem está na umbra, revelando a coroa solar. Existe também o eclipse híbrido, que varia entre anular e total conforme o ponto de observação.
A mudança na dinâmica dos eclipses é causada pelo afastamento da Lua da Terra. Devido à órbita elíptica, a distância varia entre cerca de 356 mil quilômetros no perigeu e mais de 406 mil quilômetros no apogeu. Medições confirmam que o satélite se afasta em média 3,8 centímetros anualmente, resultado da interação gravitacional e das forças de maré.
Outros temas abordados incluem previsões climáticas, onde a NOAA elevou a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026 para 95%, e a descoberta de uma “estrela de buraco negro” por astrônomos do MIT, observada pelo James Webb.
A chuva de meteoros Perseidas, visível anualmente entre meados de julho e fim de agosto devido aos detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle, teve sua máxima entre a noite de quarta (12) e a madrugada de quinta-feira (13). Graças à fase nova da Lua, a visualização foi favorecida, sendo observável no Brasil, embora em menor escala.
Por fim, a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma área de menor intensidade do campo magnético terrestre sobre parte da América do Sul e do Oceano Atlântico Sul, é um foco de interesse científico devido aos seus impactos na exploração espacial e sua proximidade com o território brasileiro.


