Nas tradições hindus e islâmicas, como Safar e Ramadã, o jejum sempre ocupou um lugar de destaque. Embora muitos sigam essas tradições como um costume antigo, recentemente o Dr. Shubham Vats apresentou o jejum (Fasting) sob uma nova perspectiva, afirmando que não se trata apenas de uma antiga prática ritualística, mas sim de uma ferramenta para manter a saúde e um seguro para o organismo.
O Dr. Vats acredita que no passado, quando não havia academias de ginástica ou nutricionistas, as religiões ensinaram as pessoas a jejuar. Ele supõe que o verdadeiro significado do jejum reside em dar descanso ao motor do corpo. As práticas modernas conhecidas como jejum intermitente (Intermittent Fasting) são, na verdade, o mesmo método que nossos ancestrais nos transmitiram através de tradições como Safar e Ramadã. Quando uma pessoa jejuar, ela inconscientemente dá ao seu corpo a pausa necessária.
O Dr. Vats enfatizou um ponto crucial: muitas vezes, durante o jejum, as pessoas consomem grandes quantidades de açúcar, frituras ou fast food disfarçados de sucos, pratos de frutas ou produtos especiais para o jejum. Ele adverte que, se o objetivo do jejum é obter benefícios, ele não deve ser preenchido com alimentos prejudiciais. O jejum deve significar uma pausa no sistema digestivo para que o corpo possa se recuperar por conta própria. Consumir frito ou excessivamente doce durante o jejum impede o funcionamento do sistema de recuperação do corpo.
O aspecto mais significativo desta discussão é o autocontrole. Na opinião do Dr. Vats, o jejum não é apenas um estômago vazio; é uma maneira de aprender a dizer 'não'. No ritmo acelerado da vida moderna, as pessoas frequentemente não conseguem dizer 'não'. Isso pode envolver recusar alimentos nocivos que são tóxicos para o corpo, recusar a necessidade de aprovação dos outros ou recusar concordar com tudo o que os outros dizem. Ao controlar seu apetite durante o jejum, a pessoa aprende gradualmente a gerenciar outros desejos na vida, o que representa uma espécie de desintoxicação mental.
O Dr. Vats fez uma analogia interessante, comparando o jejum ao acúmulo de dinheiro. Assim como investimos parte do nosso ganho para garantir o futuro, ao praticar o jejum, preservamos a energia do nosso corpo. Durante o jejum, o corpo começa a converter gordura em energia. Compartilhando sua experiência, ele observou que a mudança mais notável que sentiu durante as pesquisas foi a melhoria na qualidade do sono. Após o jejum, ele começou a ter sonhos profundos e tranquilos, o que hoje pode ser considerado uma grande bênção.
Portanto, da próxima vez que você estiver jejuando durante Safar ou o Ramadã, não deve vê-lo apenas como uma formalidade religiosa. Deve ser visto como uma oportunidade de reiniciar seu corpo e mente. O jejum nos ensina que, mesmo tendo tudo o que é necessário, nem sempre devemos aceitar todas as coisas em todos os momentos. A moderação é a chave para uma vida longa, saudável e tranquila.



