O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) monitora a situação na cidade autónoma espanhola e, após visitas de representantes locais, transmitiu as suas observações às autoridades. Foi sublinhada a necessidade de garantir a identificação e registo dos recém-chegados, bem como a aplicação de procedimentos de triagem e encaminhamento apropriados para determinar quem necessita de proteção internacional.
Tudo isto é feito para simplificar posteriormente o acesso ao procedimento de obtenção de asilo, o que está em conformidade com a base normativa do Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, segundo um comunicado enviado à agência de notícias espanhola EFE.
O ACNUR indicou que esta situação cria «sérias dificuldades operacionais e humanitárias», especialmente devido ao grande número de migrantes que se encontram em assentamentos informais temporários e ao acesso limitado a serviços básicos em Ceuta.
Muitas pessoas que necessitam de proteção internacional provêm de países afetados por guerra ou onde ocorrem violações generalizadas dos direitos humanos, como Sudão, Iémen, Somália ou Mali, entre outros.
O ACNUR apelou para que se dedicasse especial atenção à situação de crianças desacompanhadas, mulheres e outras pessoas cujas circunstâncias individuais e necessidades de proteção devem ser identificadas atempadamente para estabelecer as devidas medidas de proteção e mecanismos de encaminhamento.
No final de julho, cerca de 72 mil pessoas entraram em Ceuta num período de 24 horas, embora, segundo dados das autoridades espanholas, a maioria (70 mil) tenha regressado posteriormente a Marrocos.
Além disso, pelo menos 82 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta por via marítima.



