A sequencia laboratorial confirmou a presença de material genético do vírus do herpes de sardinha (PHV) em sardinhas coletadas após casos recentes de mortalidade em massa ao longo da costa oeste da África do Sul.
O Ministério do Meio Ambiente, Áreas Nacionais e Mudança Climática (DFFE) informou que o PHV foi detectado tanto em sardinhas mortas quanto em alguns peixes aparentemente saudáveis, mas em concentrações menores. Esta descoberta sugere que a mera presença do vírus pode não ser uma condição suficiente para causar mortalidade em massa, levando os cientistas a investigar se o evento foi provocado ou exacerbado por fatores de estresse externos.
Tais gatilhos potenciais incluem algas nocivas, baixo nível de oxigênio e condições oceanográficas incomuns. No entanto, o departamento enfatizou que esta é apenas uma hipótese que requer evidências adicionais.
Testes realizados em sardinhas coletadas em Saldanha Bay, Cape Gannet e Gansbaai não detectaram toxinas paralisantes associadas ao florescimento de algas nocivas em Saldanha Bay. Foram detectados baixos níveis de outras duas toxinas de algas — ácido domoico e saxitoxina. As concentrações mais altas dessas toxinas foram registradas em uma amostra de controle retirada de um peixe aparentemente saudável em St Helena Bay. Nenhuma outra toxina testada foi encontrada.
O departamento concluiu que as toxinas testadas provavelmente não foram a causa principal da morte das sardinhas. Contudo, não se pode excluir completamente as algas nocivas ou outras condições ambientais como fatores que possam ter exercido pressão adicional sobre os peixes.
O DFFE convocou uma reunião urgente com partes interessadas da pequena indústria pesqueira pelágica. Além disso, será formado um grupo de trabalho composto por representantes do departamento, da indústria pesqueira e de outras partes relevantes para desenvolver um plano de ação coordenado em relação à mortalidade de sardinhas associada ao PHV nas águas sul-africanas.
Atualmente, a vigilância epidemiológica está sendo expandida ao longo das costas oeste, sul e leste, e estudos de patologia e meio ambiente continuam. Uma revisão biomassa hidroacústica planejada, que ocorrerá em outubro e novembro, fornecerá a primeira oportunidade de avaliar o possível impacto deste evento de mortalidade na população de sardinhas.
Anteriormente, o PHV não havia sido registrado em sardinhas sul-africanas. Este vírus esteve associado a dois grandes eventos de mortalidade de sardinhas na Australásia nos anos 90, mas posteriormente foi encontrado em populações australianas aparentemente saudáveis sem causar mortalidade constante.
O vírus está associado às sardinhas, também conhecidas como sardinhas-pílcaro. Atualmente, não há provas de que o PHV infecte humanos ou outros animais. O departamento esclareceu que o mero fato de o PHV ter sido detectado não significa que sardinhas saudáveis capturadas comercialmente ou sardinhas enlatadas sejam inseguras, nem justifica uma suspensão imediata geral da pesca ou conservação. Os resultados dos biotoxinas são considerados encorajadores, embora não constituam uma resolução completa para todas as capturas comerciais. Portanto, o monitoramento e as medidas padrão de segurança alimentar devem continuar.
O público foi aconselhado a não coletar nem consumir peixes mortos ou morrendo, nem alimentá-los a animais de estimação. O departamento prometeu fornecer informações adicionais à medida que novos resultados surgirem.