A decisão de prolongar a operação da usina nuclear de Almaraz foi tomada após um processo que começou oficialmente em outubro de 2025. Durante este período, os três proprietários da usina — Iberdrola, Endesa e Naturgy — concordaram em apresentar um pedido oficial de extensão do prazo de operação.
Inicialmente, o encerramento gradual dos dois reatores estava planejado para 1º de novembro de 2027 para o Bloco I e para 31 de outubro de 2028 para o Bloco II, de acordo com o protocolo estabelecido pelas empresas de energia.
De acordo com o decreto ministerial, a extensão da licença de operação de Almaraz dependerá do cumprimento rigoroso das condições e instruções de segurança emitidas pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN).
O CSN emitiu uma conclusão positiva sobre a renovação, solicitada em 16 de julho, sob a condição de cumprimento dos limites e requisitos de segurança nuclear e proteção radiológica estabelecidos no decreto.
O parecer técnico do órgão regulador confirmou e acreditou que a usina nuclear de Cáceres atende às condições de segurança necessárias para operar com segurança durante o período de prorrogação.
Após o recebimento desta conclusão, o processo foi encaminhado ao Governo, abrindo o prazo para que o poder executivo tomasse a decisão final sobre a continuação do funcionamento da usina nuclear.
O Ministério também justifica esta decisão pelo novo contexto energético internacional e pela volatilidade dos preços do gás causada pela crise no Oriente Médio.
De acordo com os cálculos apresentados no documento, manter a operação de Almaraz até 2030 terá um impacto 'limitado e insignificante' na implementação de fontes de energia renovável e ajudará a reduzir a dependência de gás.


