Uma falha total no sistema de energia de Cuba deixou milhões de residentes sem eletricidade, agravando os problemas existentes de escassez de combustível, infraestrutura obsoleta e também devido ao embargo e às sanções dos EUA.
O apagão em grande escala não é um evento raro neste país com dificuldades; interrupções frequentes no fornecimento de eletricidade tornaram-se a norma em meio ao envelhecimento da infraestrutura e à escassez de reservas estatais de combustível. A parte ocidental do país mergulhou completamente na escuridão há apenas um dia.
As mídias estatais relataram um 'apagão total' do sistema elétrico nacional, fazendo com que os cidadãos sofram com o calor intenso do Mar do Caribe, estando no escuro e sem ventiladores.
A ausência de comodidades mais básicas, como combustível e eletricidade, torna impossível uma vida normal e digna em Cuba, pois a crise energética continua há meses sem soluções visíveis.
A crescente tensão na sociedade cubana manifestou-se em atos públicos de desobediência: moradores das áreas mais afetadas estão incendiando montes de lixo ou quebrando louças.
O Ministério de Energia declarou que está começando a aplicar protocolos especiais para restaurar o funcionamento da rede em meio às rigorosas sanções petrolíferas e bloqueios dos EUA. Em março, foi permitido a passagem de apenas um petroleiro russo transportando 100.000 toneladas de petróleo bruto, enquanto as reservas estão há muito esgotadas.
Além das restrições ao petróleo, a administração Trump impôs uma nova onda de sanções às empresas estatais de Cuba, forçando muitas empresas estrangeiras a suspenderem o comércio com esta ilha cada vez mais isolada.