A Meta introduziu um novo recurso denominado Scam Alert para o WhatsApp. Este sistema emprega inteligência artificial diretamente no aparelho do usuário para detectar mensagens suspeitas e emitir avisos sobre possíveis tentativas de golpe.
A Meta introduziu um novo recurso denominado Scam Alert para o WhatsApp. Este sistema emprega inteligência artificial diretamente no aparelho do usuário para detectar mensagens suspeitas e emitir avisos sobre possíveis tentativas de golpe.
Atualmente, o Scam Alert encontra-se em fase de testes e será disponibilizado inicialmente para um grupo restrito de participantes do programa beta. Conforme informado à UOL, este recurso ainda não está acessível no Brasil.
O WhatsApp é reconhecido como um canal primário para golpes tanto no Brasil quanto globalmente. No Brasil, dados da Febraban de 2025 indicam que 34% dos brasileiros já receberam contatos de indivíduos que se passavam por conhecidos. Nos Estados Unidos, a Comissão Federal do Comércio (FTC) aponta que, em 2025, houve perdas estimadas em US$ 725 milhões devido a ações realizadas através do aplicativo da Meta.
O funcionamento do Scam Alert baseia-se em um modelo de aprendizado de máquina (machine learning) que opera localmente no dispositivo, dispensando a necessidade de conexão com a nuvem. Este modelo é treinado especificamente para reconhecer os padrões de mensagens frequentemente utilizadas em esquemas de fraude.
Quando algo é considerado suspeito, a ferramenta notifica o destinatário da mensagem, garantindo que o potencial golpista não tome conhecimento do alerta. O usuário tem a opção de bloquear ou denunciar o contato, ou optar por prosseguir com a conversa normalmente.
Se o usuário indicar que o alerta foi acionado erroneamente, o modelo registra aquela interação como confiável e interrompe a emissão de futuras advertências de segurança. Adicionalmente, há uma funcionalidade que permite ao usuário compartilhar as últimas cinco mensagens recebidas com a Meta, auxiliando a empresa no aprimoramento do seu mecanismo de proteção.
De acordo com a Meta, a tecnologia realiza uma classificação probabilística que considera a estrutura da conversa e os indicadores linguísticos, focando mais em como o diálogo se desenvolve do que em palavras-chave isoladas. Contudo, o sistema só analisa mensagens provenientes de números que não constam na lista de contatos do usuário, o que, apesar de lógico, cria uma vulnerabilidade para golpes executados com números clonados.
A Meta enfatizou repetidamente que o modelo de IA é processado no próprio dispositivo. Isso implica que as mensagens não precisam ser enviadas a um servidor para serem examinadas. A companhia esclarece que apenas as contagens de alertas e as ações tomadas pelo usuário são transmitidas, e estes dados são sempre agregados e anonimizados.
Em outra frente de segurança, a empresa comunicou que disponibilizará os pesos do modelo de machine learning utilizado na análise de mensagens para pesquisadores, permitindo que estes testem a IA com diversos cenários e entradas. Por fim, a Meta assegurou que não possui meios de direcionar modelos específicos a usuários individuais, além de fornecer ferramentas de verificação, visando prevenir qualquer uso do recurso para fins de vigilância.
A Meta realizou a remoção de mais de 756 mil perfis que eram suspeitos de pertencer a cidadãos australianos com menos de 16 anos, abrangendo o período entre dezembro e junho. Este bloqueio foi implementado após a vigência de uma legislação que impõe restrições às contas de adolescentes nas plataformas de rede social.
De acordo com a Reuters, o total de contas desativadas somou 462 mil no Instagram e 294 mil no Facebook. A própria Meta declarou que este trabalho será mantido à medida que aumenta a pressão exercida pelas autoridades australianas sobre as companhias de tecnologia.
Este novo volume de remoções ultrapassa os dados que a Meta havia divulgado em janeiro, quando a empresa reportou a exclusão de 331 mil contas do Instagram e 173 mil do Facebook.
A companhia assegura seu compromisso em aderir à lei australiana, apesar de ter manifestado oposição à medida juntamente com outras plataformas. O governo, por sua vez, acusa as redes sociais de serem insuficientes no combate ao uso contínuo dos serviços por parte de menores.
A legislação entrou em vigor em 10 de dezembro, sendo criada em resposta às preocupações das autoridades sobre os impactos das mídias sociais na saúde física e mental de crianças e adolescentes.
Os dados fornecidos pela Meta indicam que a disputa legal pode intensificar-se nos próximos meses. O governo australiano sugeriu aumentar a multa máxima por não cumprimento da lei para A$ 99 milhões (aproximadamente R$ 362,7 milhões) e conceder maior poder ao órgão regulador para solicitar documentos às empresas.
Além disso, a Austrália alega que as plataformas criaram circunstâncias que poderiam prejudicar a aplicação da proibição. Esta questão também chama a atenção de outros governos que estão avaliando a adoção de restrições similares para usuários mais jovens.
Uma audiência parlamentar foi agendada para sexta-feira, na qual representantes da Meta, TikTok, Google (dono do YouTube) e Snapchat deverão depor perante autoridades regulatórias e governamentais.
A Meta emprega inteligência artificial para identificar perfis que possam pertencer a indivíduos com menos de 16 anos. Em vez de confiar exclusivamente na informação de idade fornecida pelo próprio usuário, o sistema analisa diversos indicadores presentes no perfil.
Entre os elementos analisados estão referências a aniversários e menções a séries escolares, além de denúncias relativas a possíveis contas de menores. A empresa também utiliza ferramentas de estimativa de idade baseadas em fotografias. Anteriormente, o método consistia em tentar deduzir a idade com base no comportamento e na atividade do usuário na plataforma.
Outra alteração implementada impede que qualquer pessoa tente criar uma nova conta caso um perfil anterior tenha sido removido sob suspeita de ser de um menor.
A Meta comunicou que o monitoramento prosseguirá, o que implica que o número de contas removidas na Austrália deverá continuar crescendo.
A Meta introduziu o Muse Code, um novo agente de inteligência artificial destinado à programação e criação de jogos. Este modelo utiliza como base o recém-lançado Muse Spark 1.2 e possui a capacidade de executar tarefas de codificação de grande escala.
Com este lançamento, a empresa busca competir com gigantes do setor de IAs generativas, como a Anthropic e a OpenAI. No X, Mark Zuckerberg divulgou resultados de testes internos, comparando o novo agente com diversos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) do mercado, incluindo o Claude Opus 5 e o GPT-5.6 (nas versões Sol e Terra).
Os resultados preliminares indicam que o desempenho do Muse Code ainda se encontra em um patamar intermediário quando comparado aos seus concorrentes diretos. Uma característica notável do Muse Code é sua capacidade de lidar com projetos extensos, o que é feito através da divisão das tarefas entre múltiplos agentes.
Dois jogos desenvolvidos com esta nova IA foram apresentados no blog da Meta, exibindo mecânicas e gráficos simplificados. O Muse Code já está acessível em versão beta. O Muse Spark 1.2 é especificamente direcionado a atividades de codificação, abrangendo desde a correção de falhas (bugs) até a interpretação de dados, mantendo as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes de IA em geral.
Embora seja uma área relacionada, não foram fornecidas informações sobre melhorias do modelo em cibersegurança ou em pesquisas científicas. Os números apresentados pela Meta sugerem que a IA fica ligeiramente aquém dos modelos atuais da Anthropic, embora consiga superar o GPT-5.6 em certas situações. Em análises realizadas pelo Terminal Bench 2.1, o Muse Spark 1.2 ocupa a segunda posição, com performance próxima ao Claude Opus 5, diferentemente do que mostra o benchmark interno da própria Meta.
Entre os pontos destacados pela companhia de Zuckerberg, estão a habilidade de gerenciar tarefas prolongadas e manter o entendimento do contexto ao longo de todo o processo. Adicionalmente, a IA pode mapear e aprimorar seus próprios treinamentos, superando o Muse Spark 1.1 nesse aspecto. Focado em programação, o novo agente promete bom desempenho no desenvolvimento de jogos, que frequentemente exigem múltiplas camadas de código e diversas condições lógicas.
Na publicação do Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também demonstrou o potencial da IA com três exemplos, sendo dois deles jogos simples. O primeiro, denominado Embervault, apresenta uma perspectiva isométrica e um formato de tabuleiro onde o jogador controla um robô que deve eliminar inimigos em constante perseguição; a jogabilidade exige fluidez, mas o site apresentou travamentos durante o teste. O segundo jogo, Avo Lawn, é um tipo de defesa de torre em 2D, onde zumbis avançam lentamente em direção ao jogador. Neste jogo, o usuário coleta sementes e adquire frutas para fortalecer suas defesas, com uma duração de cinco ondas de ataque, apresentando um ritmo lento, mas com potencial para ser um bom jogo móvel.