Informações preocupantes foram reveladas sobre a produção de armamentos relacionados à segurança nacional. O comitê permanente do parlamento criticou duramente o estado das pequenas fábricas de armas indianas. A situação deteriorou-se a ponto de essas fábricas sofrerem perdas significativas nos últimos anos, excedendo 600 crores de rúpias, e grande parte da capacidade de produção permanece inativa.
Este relatório diz respeito à Advanced Weapons and Equipment India Limited (AWEIL), uma empresa estatal (DPSU) sob a égide do Ministério da Defesa, que opera na fabricação de armamento leve no país. Vários detalhes importantes são revelados no relatório.
De acordo com o relatório do comitê parlamentar, entre 2015 e 2019, essas fábricas de armas receberam uma demanda extremamente baixa do exército. Em cinco anos, a participação do exército indiano no volume total de fornecimento foi de apenas 10%. A principal dependência das fábricas era dos pedidos do Ministério do Interior (MHA), que se mostraram insuficientes para a plena utilização da capacidade produtiva de todas as fábricas.
O comitê sugeriu ao Ministério da Defesa, em conjunto com o Ministério do Interior e as polícias estaduais, que desenvolvesse um plano de demanda de longo prazo. Isso é necessário para prevenir a paralisação das fábricas em caso de redução repentina dos pedidos.
A situação financeira das empresas mostrou-se muito desanimadora. De acordo com os dados do relatório, entre 2015 e 2020, três fábricas selecionadas registraram um prejuízo acumulado de 366 crores de rúpias apenas na produção de 12 tipos de armas leves. Além disso, no ano fiscal de 2023 a 2025, foi registrado um prejuízo de 234 crores de rúpias após a fundação da empresa.
O problema reside no fato de que o custo de produção dos produtos nas fábricas é muito alto, enquanto o preço de venda no mercado é estabelecido abaixo desse custo. O comitê aconselhou a busca por novas fontes de receita, como a criação de rifles de caça e esportivos e equipamentos não letais para o mercado civil, bem como a competição com empresas de defesa privadas para reduzir custos.
O comitê parlamentar também expressou séria insatisfação com a qualidade das armas produzidas. A inspeção revelou a presença de vários defeitos graves durante o controle final. Foram detectados problemas como descascamento de material na câmara de cano (chip-off), baixa velocidade de tiro e falhas técnicas no bloco do ferrolho.
O comitê decidiu que, em vez de realizar a verificação apenas no final, o controle de qualidade deve ser realizado durante todo o processo de produção para garantir que os soldados recebam armas totalmente seguras e de alta qualidade.
O relatório também observou que a gestão de estoque nas fábricas é extremamente ineficiente. Em 31 de março de 2020, essas três fábricas possuíam um estoque de mercadorias no valor de 641 crores de rúpias, o que representava 72% do custo total de produção. No entanto, 56% dos bens estavam em processo de trabalho, com esse indicador apresentando um aumento para 102%.
O comitê exigiu melhorias na gestão de estoques, previsão de demanda mais precisa e verificação oportuna dos saldos de estoque para evitar o bloqueio desnecessário de fundos.
Em conclusão, o comitê observou que a AWEIL desenvolveu um novo plano que prevê a alocação de 2-3% de seus recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). No entanto, o comitê enfatizou que o governo deve alocar um orçamento separado e garantido para isso, a fim de criar pontualmente novos armamentos que atendam às necessidades modernas do exército.



