Na Cúpula do Coletivo de Bem-Estar (Wellness Collective Summit), especialistas em saúde e representantes governamentais apelaram aos residentes da África do Sul para adotarem um estilo de vida mais saudável e reconsiderarem os hábitos diários para combater doenças crônicas.
Este apelo foi feito no evento organizado pela WomenCan no Pere House na terça-feira, que reuniu mais de 250 participantes para discutir questões de saúde, bem-estar e redução de danos. O foco principal na cúpula foi em como os sul-africanos podem tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde, bem como na análise dos riscos associados a substâncias nocivas e outros fatores de estilo de vida.
A consultora nutricionista Mbali Mapholi observou que hábitos diários como fumar, consumo excessivo de álcool, obesidade e estresse no trabalho contribuem para o aumento do fardo das doenças crônicas. Ela enfatizou que, embora a nova geração esteja se tornando mais consciente e ativa em relação à saúde, a informação por si só não é suficiente.
Mapholi acrescentou que o desafio é ajudar as pessoas a transformar o conhecimento adquirido em ações reais, tornando a escolha saudável simples, prática e alcançável, focando na prevenção, redução de riscos e promoção de um estilo de vida mais saudável. A discussão também abordou o conceito de redução de danos e o papel da ciência e da pesquisa na minimização dos riscos à saúde.
Bule Binta, chefe de comunicação científica para África Subsaariana na Philip Morris International, incentivou a realização de pesquisas independentes sobre produtos sem tabaco, incluindo métodos e resultados desses estudos. Dra. Sibongiseni Dhlomo, ex-vice-ministra da Saúde e presidente de comitê na África do Sul, afirmou que as conversas sobre saúde devem começar muito antes, destacando a importância da intervenção precoce e da prevenção para aumentar a expectativa de vida.
Dhlomo ressaltou: «A qualidade da nossa vida é moldada tanto pelas escolhas que fazemos quanto pelas ações que ignoramos. A prevenção, a intervenção precoce e um estilo de vida saudável são necessários para melhorar os resultados de saúde a longo prazo». Faith Mazibuko, ministra da Saúde e Bem-Estar da província de Gauteng, declarou que as questões de bem-estar e redução de danos não devem ser vistas apenas como responsabilidade individual, mas sim como problemas com implicações mais amplas para famílias, comunidades e economia.
Mazibuko observou: «Bem-estar e redução de danos não são mais apenas uma responsabilidade pessoal. É uma prioridade nacional. É um elemento central na construção de famílias mais saudáveis, comunidades fortes e uma economia mais produtiva». Ela citou condições como diabetes, hipertensão, obesidade e certos tipos de câncer, que podem depender do estilo de vida, reconhecendo ao mesmo tempo a influência da genética e de outros fatores. Ela também destacou a importância do bem-estar emocional e mental, afirmando que o conceito de saúde deve ir além do estado físico, observando que «a felicidade leva a um estilo de vida saudável».
Em última análise, a cúpula concentrou os debates sobre o aumento dos indicadores de saúde a longo prazo na África do Sul em torno dos princípios de prevenção, tomada de decisões informadas e uma compreensão mais holística do bem-estar.

