Entre os jovens que protestam nas ruas de Ranchi e realizam manifestações há 20 dias, há uma questão principal: se o governo pode cancelar os exames JPSC de 14ª edição e os exames atrasados, por que hesita em decidir sobre o cancelamento do exame JSSC-CGL?
Recentemente, o representante e ministro do governo, Hemant Soren, Sudivya Kumar Sonu, conduziu longas negociações com delegações de estudantes. O governo afirma ter atendido a '98% das exigências' dos estudantes, mas recusou categoricamente o cancelamento do exame JSSC-CGL, que gerou maior repercussão.
O principal argumento do governo é de natureza jurídica. O ministro Sudivya Kumar Sonu declarou que a realização do exame JSSC-CGL foi sob o controle e de acordo com as diretrizes dos Tribunais Supremo e Superior. Na opinião do governo, o governo regional não tem o direito de cancelar um exame unilateralmente quando o caso está sob supervisão dos tribunais superiores. O cancelamento sem bases legais sólidas levará a litígios no âmbito da revisão judicial.
O segundo argumento é que o processo de realização do exame CGL já avançou muito: os resultados foram publicados e muitos candidatos bem-sucedidos já começaram a trabalhar nos cargos designados. Nessa situação, o cancelamento de todo o exame pode levar os candidatos já selecionados a entrar com ações judiciais, paralisando todo o processo por anos.
Os estudantes exigem o cancelamento total do exame CGL e uma investigação deste caso pela CBI. No entanto, o governo assumiu uma posição oposta e rejeitou o pedido de investigação pela CBI. Em vez disso, o governo propôs realizar uma verificação através do CID, e criar um comitê de monitoramento presidido por um 'juiz aposentado'. O governo acrescentou que, se a verificação do CID descobrir provas de grandes operações financeiras, ele solicitará uma investigação à Diretoria de Aplicação da Lei (ED), mas o exame não será cancelado em nenhuma circunstância.
Os estudantes manifestantes (candidatos JPSC-JSSC Nyay Manch) rejeitam completamente os argumentos do governo. Os líderes dos movimentos estudantis afirmam que o governo está espalhando mentiras sobre o cumprimento de 98% das exigências. De fato, de 13 exames contestados, apenas três foram cancelados (a fase preliminar do 14º JPSC e os exames JPSC atrasados de 2023 e 2025). Os estudantes acreditam que, como existem provas completas de vazamento de materiais e fraude da agência TDPL, o cancelamento do exame sob o pretexto do tribunal apenas protege o sindicato.


