Embora a morte em massa de peixes ao longo da costa do Cabo Ocidental pareça ter terminado, permanece a questão de como proceder ao encontrar peixes mortos. É importante notar que esses peixes não devem ser levados para casa para consumo.
O Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente (DFFE) emitiu um aviso rigoroso ao público: «Como medida de precaução, enquanto os testes continuam, o público não deve recolher ou consumir peixes mortos encontrados nas praias».
Os moradores são aconselhados a relatar o incidente, se possível. É necessário registrar a localização exata, a data e a quantidade aproximada de peixes mortos, e então transmitir essas informações às autoridades locais ou aos órgãos de gestão ambiental. O contato pode ser feito com o Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente (DFFE) ou com a administração municipal/costeira local.
Também é crucial deixar os peixes no local. Isso permitirá que observadores científicos treinados e inspetores ambientais coletem amostras não contaminadas para análise laboratorial.
O DFFE acrescentou que, embora o evento de mortalidade tenha cessado, as investigações ainda estão em andamento. Essas análises especializadas exigem tempo, pois as amostras precisam passar por várias etapas de preparação, teste e verificação antes que os resultados possam ser interpretados de forma confiável.
O DFFE informou que «as fábricas de conservas da costa oeste continuam a aceitar sardinha saudável capturada ao norte da Baía de St Helena, enquanto algumas fábricas nas áreas afetadas decidiram esperar pelos resultados do Departamento antes de retomar as operações. A causa ainda não foi determinada. Uma investigação em grande escala está em curso com a participação do Departamento, institutos de pesquisa, laboratórios especializados, indústria pesqueira e outros cientistas colaboradores».
O Departamento especificou que amostras de sardinha morta foram obtidas da Baía de Saldanha, Baía de Hout, Baía de Betty e na área de Cabo Canyon, enquanto sardinha saudável foi coletada da Baía de Elands e Baía de Lambert para comparação.
O South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB) e a University of Rhodes estão realizando testes de doenças, enquanto o SAIAB e um laboratório comercial especializado verificam as amostras em busca de biotoxinas marinhas. Cientistas do Departamento estão estudando amostras de água, conteúdo estomacal e brânquias em busca de algas nocivas.
No âmbito da investigação, foram realizados exames biológicos básicos, incluindo medição de tamanho, peso, condição e maturidade, bem como exame macroscópico das brânquias.
O DFFE observou: «Na Baía de Saldanha, quando a mortalidade começou, havia uma floração nociva de algas causada por Alexandrium catenella. Esta alga nociva foi anteriormente associada à morte de sardinhas na África do Sul e permanece como uma das possíveis causas sob investigação. No entanto, ela ainda não foi encontrada nas amostras de água ou no conteúdo estomacal das sardinhas, e a análise preliminar não revelou uma causa de alga nociva».
De acordo com informações oceanográficas fornecidas pelo SAEON e CSIR, antes do incidente, houve um aumento do afloramento, águas costeiras incomumente frias e baixo nível de oxigênio na Baía de St Helena. Acredita-se que a corrente sul ao longo da costa também possa ter transportado peixes afetados da costa oeste para Cabo Point e mais para leste. No entanto, o Departamento enfatizou que essas observações fornecem contexto útil, mas não estabelecem a causa.
Até o momento, não foram relatadas consequências mais amplas para o ecossistema marinho. Atualizações adicionais serão fornecidas após a obtenção dos resultados dos testes de doenças e dos dados iniciais de biotoxinas.



