Em agosto de 2024, um artigo foi publicado na revista Nature Aging, de acordo com o qual os processos molecular e celular associados ao envelhecimento demonstram dois picos de idade — aproximadamente aos 44 e 60 anos.
Em agosto de 2024, um artigo foi publicado na revista Nature Aging, de acordo com o qual os processos molecular e celular associados ao envelhecimento demonstram dois picos de idade — aproximadamente aos 44 e 60 anos.
No entanto, no final de junho de 2026, um material apareceu na plataforma de pré-publicações bioRxiv que questionou os dados apresentados anteriormente, o que foi notado em um comunicado de imprensa.
Em resposta a essas dúvidas, a redação da Nature Aging adicionou uma nota à publicação original, acordada com os autores. Esta nota indica que algumas análises realizadas levantam questões e que, atualmente, está sendo feito um trabalho conjunto com os autores para corrigir as deficiências identificadas.
Ao considerar matéria e força, estabelecemos uma distinção entre o que constitui os objetos, como uma bola de futebol, e a propriedade invisível que determina seu movimento. Contudo, em escalas subatômicas, essa separação não é tão estrita quanto parece. Um próton, por exemplo, é composto por dois quarks up e um quark down. Os quarks são considerados partículas elementares, funcionando como os blocos construtores que não podem ser decompostos em unidades menores.
Essas partículas são unidas pela força nuclear forte, uma das quatro forças fundamentais, juntamente com a gravidade, o eletromagnetismo e a força nuclear fraca. Essa força é transmitida por outra partícula elementar denominada glúon, que atua como um agente de ligação entre os quarks, daí o nome derivado de 'cola' (glue).
Pesquisadores chineses afirmam ter comprovado a existência de uma partícula constituída quase inteiramente por glúons, conhecida como "glueball". Físicos têm buscado essa partícula há mais de cinco décadas.
A evidência dessa partícula foi obtida no Beijing Electron–Positron Collider II (BEPC II), um acelerador de partículas situado na capital chinesa. O artigo detalhando esses achados está disponível em formato de pré-publicação no repositório arXiv, mas ainda aguarda a revisão por pares em um periódico científico.
Apesar disso, a descoberta despertou grande interesse na comunidade científica. Durante a Conferência Internacional de Física de Alta Energia (ICHEP), realizada em Natal (RN), Brasil, os pesquisadores apresentaram dados preliminares sobre a partícula designada como X(2370). Esta partícula foi gerada através da colisão de elétrons contra pósitrons em alta energia, exibindo características consistentes com as esperadas para uma glueball.
É importante notar que a glueball difere do bóson de Higgs, descoberto em 2012. Enquanto o Higgs é classificado como uma partícula elementar, incapaz de ser fragmentada, a glueball pode ser desmembrada em múltiplos glúons, que por sua vez são partículas elementares.
O BEPC II, localizado no Instituto de Física de Alta Energia em Pequim, é considerado um local ideal para a busca por glueballs, pois ele gera grandes volumes da partícula J/Ψ. Os produtos resultantes do decaimento de J/Ψ são ricos em glúons, facilitando assim a investigação. Segundo Shan Jin, um dos cientistas que liderou o estudo, estima-se que a X(2370) possua aproximadamente 90% de glúons em sua composição.
O novo estudo envolveu a análise de mais de dez bilhões de decaimentos J/Ψ. Os pesquisadores observaram que o X(2370) se associa de maneira similar a partículas que contêm diversos tipos de quarks. Este comportamento é esperado, visto que os glúons interagem de forma uniforme com todas as espécies de quarks.
Características do X(2370) já haviam sido documentadas antes. A partícula foi primeiramente identificada em 2011 e tem sido objeto de estudos subsequentes para confirmar se corresponde à glueball teorizada pelos físicos. Em 2024, os pesquisadores demonstraram que sua massa, momento angular (spin) e outras propriedades estavam alinhadas com os modelos teóricos de glueball.
Colin Morningstar, físico de partículas da Carnegie Mellon University, que não participou da pesquisa, comentou em entrevista à Science que a confirmação dessas três propriedades esperadas para uma glueball representa "a maior evidência de que partículas dominadas por um componente glueball podem existir na natureza".
Embora a ciência exija verificação em experimentos independentes, o que pode levar anos, o acelerador de Pequim permanece como uma das poucas instalações dedicadas à procura por glueballs.
A Apple pode modificar seu cronograma habitual de lançamento de smartphones. Informações vindas da fornecedora Pegatron sugerem que os modelos iPhone 18 Pro serão disponibilizados no segundo semestre de 2026, enquanto a versão padrão seria lançada apenas no primeiro trimestre de 2027.
Essa alteração de calendário também afetaria outros dispositivos previstos para a próxima geração. O iPhone 18e e um novo modelo denominado iPhone Air são considerados candidatos a serem lançados posteriormente, assim como um possível iPhone dobrável da linha Ultra, esperado entre os produtos premium deste outono.
A razão principal para essa mudança estaria ligada à limitação na oferta de componentes, especificamente memória e chips. Com a disponibilidade de peças mais restrita, tanto fabricantes quanto clientes como a Apple estariam reestruturando os picos de produção, priorizando os aparelhos mais caros, que geram maiores margens de lucro.
A ideia de um lançamento dividido não é nova. No ano anterior, o analista Ming-Chi Kuo e o portal The Information já haviam mencionado que a Apple avaliava concentrar os lançamentos de seus equipamentos mais avançados para o outono de 2026.
Mais recentemente, outro fornecedor da companhia indicou que um de seus clientes estava adiando o lançamento de um smartphone para o início de 2027. Este novo relato, divulgado pelo Economic Daily News e noticiado pelo MacRumors, adiciona um detalhe importante: declarações feitas por executivos da Pegatron durante uma apresentação sobre os resultados da empresa.
Conforme o relatório sobre a reunião, a fabricante confirmou que os dispositivos da série iPhone 18 Pro devem ser lançados no segundo semestre deste ano. Por outro lado, o iPhone 18 convencional teria seu lançamento remarcado para os primeiros meses de 2027.
Esta divisão no calendário é consistente com rumores anteriores sobre o iPhone 18e e o iPhone Air. Tais aparelhos também estão previstos para fazer parte do lote que chegaria após os modelos profissionais.
A estratégia estaria diretamente relacionada às dificuldades encontradas no suprimento de componentes. Segundo o relato dos executivos da Pegatron, a carência de memória e chips estaria alterando o comportamento das corporações nos períodos de alta demanda.
Neste contexto, empresas como a Apple estariam otimizando a distribuição dos componentes disponíveis entre os diversos produtos. A prioridade seria dada aos smartphones de valor mais alto, pois estes possuem margens superiores e, consequentemente, representam um uso mais eficiente de um estoque limitado de peças.
Caso este cronograma seja confirmado, a Apple deixaria de concentrar toda a próxima geração do iPhone em um único período anual. Os modelos mais sofisticados seriam apresentados inicialmente, enquanto os aparelhos de posicionamento mais acessível seriam reservados para uma segunda fase, em 2027.
Entre os lançamentos premium esperados para o segundo semestre, há também o suposto iPhone dobrável Ultra. A inclusão deste dispositivo junto à linha Pro reforçaria a possibilidade de a empresa dedicar sua principal vitrine de 2026 a produtos de maior valor agregado.
O Google implementou uma extensa reestruturação em sua área de inteligência artificial, realocando partes das equipes do Google DeepMind para a estrutura corporativa e concentrando as decisões estratégicas sob a liderança de Koray Kavukcuoglu. Essas informações foram divulgadas pela Reuters nesta quarta-feira, dia 12.
Essa alteração ocorre em um momento de intensa competição, onde o Google busca recuperar posições perdidas frente a concorrentes como Anthropic e OpenAI. Além disso, o movimento diminui a autonomia histórica do laboratório, estabelecido após sua aquisição em 2014, alinhando o desenvolvimento do Gemini mais estreitamente com os objetivos comerciais da empresa.
Em paralelo, Sergey Brin retomou sua influência nos esforços de treinamento dos modelos, defendendo uma aceleração maior para atingir a vanguarda tecnológica. Contudo, o Google enfrenta desafios, incluindo atrasos no lançamento da próxima versão principal do Gemini e restrições na capacidade computacional disponível.
A transformação ganhou visibilidade pública em 5 de agosto, data em que o Google comunicou modificações na gestão do Google DeepMind. Demis Hassabis deixou a liderança executiva do laboratório e assumiu a presidência, enquanto seu sucessor, Koray Kavukcuoglu, passou a ocupar a posição central na direção da unidade.
Esta nova configuração oficializou uma transição de poder que já estava em curso. Kavukcuoglu acumulava, desde 2025, a função de principal arquiteto de inteligência artificial do Google, um cargo criado especificamente para expandir a presença do Gemini nos produtos da companhia. Fontes próximas à operação informaram à Reuters que sua influência sobre o direcionamento do modelo cresceu significativamente desde então.
A posição de Kavukcuoglu também o aproximou das divisões responsáveis pela geração de receita com IA. Mesmo antes de se mudar de Londres para Mountain View, ele era visto como o principal elo entre o DeepMind e o Google Cloud, setor considerado vital para os negócios de IA do Google.
O novo arranjo impactou outros nomes proeminentes. Jeff Dean e Oriol Vinyals, que faziam parte da equipe técnica original do Gemini, deixaram a empresa para ingressar em uma nova startup. A partida desses executivos gerou questionamentos sobre o futuro de grupos que possuíam maior liberdade para realizar pesquisas fora do treinamento direto do modelo.
Durante uma reunião geral realizada em 6 de agosto, os colaboradores foram notificados de que certas equipes não técnicas seriam removidas da estrutura do DeepMind, passando a reportar-se diretamente à organização corporativa do Google. Essa medida reforçou entre os membros do laboratório a sensação de que sua independência estava diminuindo.
A administração tentou acalmar essas apreensões, assegurando que as atividades diárias do laboratório permaneceriam essencialmente inalteradas. Hassabis continuaria focado em questões de longo prazo relativas à ciência e aos impactos sociais da inteligência artificial, enquanto Kavukcuoglu manteria o controle sobre o Gemini.
Entretanto, essa mudança ocorre em um contexto de pressão crescente por resultados. Segundo relatos colhidos pela Reuters, testes internos forçaram o Google a postergar em dois meses a chegada da nova versão principal do Gemini, devido a resultados inferiores aos alcançados por competidores em áreas como programação.
O histórico recente contribuiu para essa pressão. O Gemini chegou a liderar brevemente entre os modelos concorrentes após uma atualização lançada em novembro de 2025, mas subsequentemente perdeu espaço diante dos avanços de empresas rivais.
Fontes ligadas ao desenvolvimento atribuíram parte dessa dificuldade a problemas estruturais. A limitação na disponibilidade de capacidade computacional e divergências entre os líderes de projeto dificultaram a concentração de recursos em áreas cruciais, como programação. A burocracia interna também foi apontada como fator que contribuiu para um ritmo de lançamentos inferior ao dos concorrentes mais ágeis.
Neste cenário, Brin voltou a intervir informalmente junto às equipes responsáveis pelo treinamento dos modelos. Conforme relatado por alguém familiarizado com sua participação, o cofundador dedicou meses a pressionar os funcionários por uma aproximação mais rápida com os sistemas considerados de ponta.
A influência de Brin também se estendeu à alocação de recursos. Entre os tópicos que receberam sua atenção estava o conceito de autoaperfeiçoamento recursivo, ligado à possibilidade de sistemas de IA melhorarem suas próprias capacidades sem necessidade de intervenção humana.
Embora não detenha mais cargo executivo, Brin mantém influência devido à sua condição de cofundador. A Reuters mencionou que ele também adotou uma postura de mobilização interna após o lançamento do ChatGPT, em 2022, quando o progresso da OpenAI gerou uma forte reação interna no Google.
Por sua vez, Hassabis havia reduzido seu envolvimento direto na gestão do Gemini após auxiliar no lançamento do modelo em 2023. Fontes citadas pela Reuters indicaram que as responsabilidades de desenvolvimento foram progressivamente transferidas para seus subordinados.
A concentração de autoridade em Kavukcuoglu também pode influenciar a dinâmica entre o DeepMind e o Google Cloud. Um relato obtido pela Reuters sugere que executivos da divisão de computação em nuvem esperam que a mudança minimize conflitos relacionados à distribuição dos chips de inteligência artificial, conhecidos como TPUs.
Dessa forma, o novo desenho posiciona a estratégia de modelos, a integração do Gemini aos produtos e as exigências comerciais em uma estrutura mais próxima à sede do Google. Um porta-voz da companhia confirmou à Reuters que Kavukcuoglu terá a palavra final em decisões importantes que envolvem o DeepMind.