Após o anúncio de N Chandrasekaran, presidente da Tata Sons, sobre sua intenção de deixar o cargo, iniciou-se o processo de busca por seu sucessor. Entre os potenciais candidatos, destaca-se T. V. Narandran da Tata Steel. No entanto, a escolha do novo presidente do conglomerado Tata Group promete ser difícil e demorada.
De acordo com fontes do setor e do próprio grupo, diretores de várias empresas Tata, membros do conselho de administração e candidatos externos podem concorrer a esta posição. Uma pessoa informada citou T. V. Narandran, Saurabh Agrawal (diretor financeiro da Tata Sons) e Shailesh Chandra (diretor executivo e CEO da Tata Motors) entre os candidatos populares.
O processo de encontrar um sucessor na Tata Sons não é simples. De acordo com o Artigo 118 dos Estatutos da Tata Sons, um comitê de seleção especial deve ser formado para nomear o presidente. Um mecanismo semelhante foi aplicado na nomeação de Cyrus Mistry, e após sua remoção, um comitê de seleção de cinco membros foi formado, que posteriormente escolheu N Chandrasekaran, que na época ocupava o cargo de diretor executivo e CEO da Tata Consultancy Services (TCS).
Ao contrário da situação de Mistry, desta vez a Tata Sons tem sete meses para anunciar seu sucessor. Especialistas jurídicos observam que, se o comitê de seleção não chegar a um acordo, Noel Tata pode se tornar o presidente interino da Tata Sons em caso de circunstâncias urgentes.
Ratan Tata assumiu anteriormente as funções de presidente interino da Tata Sons em 2016, após a saída repentina de Mistry. A advogada do Supremo Tribunal da Índia, H. P. Ranina, enfatizou a importância da nomeação de um comitê de busca que apresentará um candidato recomendado ao Conselho de Administração da Tata Sons Ltd. Ela acrescentou que Noel Tata pode escolher alguém em quem confia, mas isso pode causar incerteza entre investidores e acionistas das empresas do Grupo Tata.
Os juristas também esclareceram que Chandrasekaran não apresentou um pedido de demissão, mas apenas comunicou que não estaria disponível para uma nova nomeação em fevereiro de 2027. Ranina observou que, como ele já comunicou sua saída, ele não tomará decisões importantes, e os outros diretores da Tata Sons terão que participar ativamente do trabalho nos próximos cinco a seis meses ou até a nomeação de um novo presidente, para evitar a estagnação da empresa.
O tempo de busca pelo sucessor é crítico, pois a Tata Trusts enfrenta problemas de governança corporativa. A Tata Trusts está envolvida em vários litígios perante o Comissário de Caridade de Maharashtra sobre disputas de gestão, normas de composição do conselho de administração e questões relativas a transferências históricas de ações.
Em uma carta ao Conselho de Administração, Chandrasekaran também destacou a urgência da escolha de um sucessor. Ele enfatizou que a Tata Sons é uma grande instituição com muitos projetos estratégicos em fases críticas de implementação. É importante não apenas ter um líder após fevereiro de 2027, mas também clareza nas questões de liderança para funcionários, investidores, parceiros e outras partes interessadas.
Um especialista em governança corporativa que acompanha de perto o Grupo Tata afirmou que a tarefa imediata não é apenas encontrar um sucessor para Chandrasekaran, mas dar a essa pessoa um mandato inequívoco. O novo presidente deve restaurar a confiança operacional entre a Tata Sons e a Tata Trusts, esclarecer os limites da supervisão dos acionistas e estabelecer a responsabilidade por grandes investimentos de capital do grupo. Também é necessária uma rápida resolução do status de listagem da Tata Sons e das exigências de liquidez do SP Group. Sem um acordo sobre essas questões estruturais, mesmo um sucessor altamente qualificado pode herdar o mesmo poder dividido que tornou a continuidade da atuação de Chandrasekaran impossível.


