Devido ao fato de a taxa oficial de desemprego na África do Sul ter atingido 33,6% no segundo trimestre, e 8,5 milhões de pessoas estarem desempregadas, os partidos políticos exigiram uma intervenção urgente do governo para criar empregos.
A Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (ANCYL) voltou a exigir que o Presidente Cyril Ramaphosa declare o desemprego juvenil como um desastre nacional. Esses números foram obtidos após o indicador oficial de desemprego na África do Sul subir para 33,6% no segundo trimestre de 2026.
De acordo com o último Relatório de Força de Trabalho, publicado pela Statistics South Africa na terça-feira, o número de desempregados aumentou em 345.000 pessoas, atingindo 8,5 milhões entre abril e junho. Este aumento levou a um aumento de 0,9 pontos percentuais na taxa oficial de desemprego em comparação com os 32,7% no primeiro trimestre.
Exigências da ANCYL
O Secretário-Geral da ANCYL, Tsakani Shiwiti, observou que os dados mais recentes destacam a magnitude do problema enfrentado pelos jovens que entram no mercado de trabalho. A liga juvenil já havia pedido anteriormente que o desemprego juvenil fosse declarado um desastre nacional, afirmando que os novos indicadores confirmam a necessidade de uma resposta governamental imediata.
Shiwiti declarou que não se pode continuar a resolver esta questão com medidas comuns e dentro do curso normal das coisas, pois o desemprego juvenil permanece em um nível crítico. Ela exigiu uma reação urgente de todos os níveis do governo para definir claramente a responsabilidade pela criação de empregos e integração da juventude na economia produtiva.
Segundo ela, as medidas devem se concentrar na economia real e na criação de emprego sustentável, incluindo a aceleração da industrialização, bem como o apoio a pequenas empresas e cooperativas pertencentes à juventude. Além disso, insistiu na melhoria dos laços entre educação e emprego, garantindo que os jovens se beneficiem dos investimentos econômicos e desenvolvimento.
Shiwiti também apelou ao setor privado para assumir um papel maior na luta contra o desemprego, enfatizando que a responsabilidade pela resolução da crise não pode recair exclusivamente sobre o Estado. Esclareceu que este não é um apelo por outro programa ou obrigação, mas sim uma exigência para que o governo trate o desemprego juvenil com a urgência e seriedade que sua magnitude exige. A ANCYL continuará a colocar o emprego jovem e a libertação econômica no centro de seu programa, declarando: «Recusamos aceitar o desemprego juvenil em massa como um estado permanente dos jovens na África do Sul. O Presidente deve agir».
Comentários da ActionSA
Entretanto, o deputado da ActionSA, Alan Bisley, informou que os dados mais recentes indicam que, até o final da primeira metade de 2026, 361.000 pessoas foram menos empregadas na África do Sul do que no início do ano. Ele observou que houve uma queda de 345.000 empregos no primeiro trimestre e mais 16.000 no segundo trimestre.
Bisley afirmou que o número de desempregados na África do Sul atingiu 8,5 milhões, e a taxa de desemprego expandida, que inclui pessoas que perderam a esperança de procurar emprego, subiu para 43,8% em comparação com 43,0% no ano anterior. Mais de 12 milhões de sul-africanos estão agora desempregados ou perderam o desejo de procurar trabalho.
Ele também expressou preocupação com o setor de produção, observando que ele reduziu 100.000 empregos no último ano, o que representa uma queda de 6%. Bisley considera isso particularmente alarmante, pois a produção fornece emprego produtivo e relativamente mais bem remunerado, apoiando as cadeias de suprimentos relacionadas a pequenas empresas e trabalhadores.
O deputado também criticou o aumento do comércio ilegal, apontando que as empresas legais são forçadas a cumprir requisitos regulatórios e fiscais cada vez mais complexos, enquanto redes criminosas continuam a explorar a fraqueza da aplicação da lei. Bisley mencionou a Comissão Madlanga em andamento, que, em sua opinião, revela o grau de penetração da corrupção e criminalidade em partes do Estado, enquanto empresas legais e seus funcionários pagam o preço por isso.
Ele também criticou o Governo da Unidade Nacional, acusando-o de estar imerso em «lutas internas, barganhas políticas e desacordos», enquanto o desemprego continua a aumentar. A ActionSA retomou o apelo a Ramaphosa para substituir os ministros responsáveis pelo emprego, crescimento econômico, comércio, indústria e desenvolvimento de pequenas empresas. Bisley concluiu que o governo não pode continuar suas atividades enquanto o número de desempregados no país aumenta e a base produtiva diminui.


