O programa Olhar Espacial exibe semanalmente duas imagens astronômicas notáveis. Na semana anterior, foram apresentadas uma fotografia da Estação Espacial Internacional capturada da Terra e outra de uma formação espacial peculiar.
A primeira imagem registra a passagem da Estação Espacial Internacional. No dia quinta-feira, 06, a nave, comparável ao tamanho de um campo de futebol, cruzou o céu de Brasília no início da noite. Essa visibilidade foi possível devido ao forte contraste entre a escuridão do céu e a luz solar refletida na estrutura do laboratório orbital.
O astrofotógrafo Leo Caldas obteve este registro notável sem utilizar telescópios ou equipamentos específicos para rastreamento da espaçonave. Os pontos luminosos observados na foto não são estrelas, mas sim interferência gerada pelo sensor da câmera em situações de alta sensibilidade. Atualmente, a Estação Espacial Internacional possui uma equipe composta por sete membros: três americanos, três russos e uma francesa.
A segunda imagem é um registro minucioso e fascinante de uma seção da Nebulosa da Hélice, também conhecida como NGC 7293. Esta imagem foi capturada utilizando o Telescópio Espacial James Webb, revelando nódulos de gás e poeira com formato semelhante a cometas. O mecanismo exato de formação desses nós ainda é desconhecido.
Uma teoria sugere que a atração gravitacional de um aglomerado de matéria maior cria esses nós, ajudando a manter a nuvem unida, enquanto os ventos estelares provenientes do centro da nebulosa empurram os gases e a poeira das áreas menos densas. A Nebulosa da Hélice é classificada como uma das nebulosas planetárias mais próximas, estando localizada a apenas 650 anos-luz de distância, na direção da constelação de Aquário.

