A Microsoft comunicou nesta sexta-feira (07) que o navegador Edge iniciará o processo de desativação de extensões construídas sob o padrão Manifest V2. Essa modificação impactará diretamente usuários de bloqueadores de anúncios tradicionais, como o uBlock Origin.
Essa mudança segue uma tendência já estabelecida pelo Google Chrome. A transição será implementada gradualmente ao longo de 2026, começando pelas versões de teste do navegador antes de ser aplicada à edição estável. A companhia justifica essa migração pela necessidade de centralizar o ecossistema de extensões na plataforma Manifest V3.
Na prática, aqueles que utilizam extensões legadas no Edge podem enfrentar a perda de funcionalidade desses complementos. Os usuários de bloqueadores de anúncios afetados terão três opções: atualizar para versões compatíveis com o Manifest V3, como o uBlock Origin Lite; optar por outro bloqueador já adaptado; ou mudar para um navegador que ainda suporte extensões Manifest V2.
A Microsoft notificou que as extensões baseadas em Manifest V2 serão desativadas progressivamente por padrão a partir deste mês. Antes da implementação dessa regra, os usuários receberão alertas e sugestões de versões equivalentes disponíveis no novo formato.
Segundo a empresa, o volume de extensões antigas com uso relevante na loja de complementos do Edge é limitado. Foi informado que há 58 extensões com uso considerado significativo que ainda dependem do Manifest V2, sendo que somente três delas não possuem versões disponíveis no padrão mais recente.
A principal consequência será sentida pelos usuários da versão tradicional do uBlock Origin, visto que este bloqueador depende da tecnologia que será descontinuada pelo navegador. Como solução, a Microsoft sugere a adoção do uBlock Origin Lite, projetado para operar dentro das restrições do Manifest V3.
Para quem prefere manter o uso de extensões antigas, existe a alternativa de migrar para navegadores que mantêm o suporte ao Manifest V2. O Opera, por exemplo, manifestou intenção de preservar essa compatibilidade enquanto for tecnicamente viável, assim como o Firefox, que também surge como opção para usuários do modelo anterior.
A Microsoft planeja finalizar a adaptação dos usuários comuns do Edge até o final de 2026. Já nos ambientes corporativos gerenciados, a remoção do suporte deverá ocorrer posteriormente, com previsão para o começo de 2027.