Enquanto Dodge trabalha para revitalizar o apelo do Charger para entusiastas e Ford busca aumentar a rentabilidade do Mustang na próxima geração, o Chevrolet Camaro encontra-se em pausa, pelo menos temporariamente.
Fontes ligadas à marca, conversadas pelo site GM Authority, forneceram informações sobre o Camaro de sétima geração, que estaria previsto para ser lançado em 2029. Este novo modelo seria significativamente diferente dos anteriores, apresentando-se como um sedã de quatro portas.
A Chevrolet planeja desenvolver este novo Camaro utilizando a plataforma GM Alpha 2, a mesma empregada no futuro Cadillac CT5 e em um sedã que a Buick deve apresentar em breve. A produção ocorreria na fábrica da GM localizada em Lansing Grand River, Michigan, replicando o local de fabricação do Camaro anterior antes de sua descontinuação em 2024. O sedã teria dimensões comparáveis às do Chevrolet Malibu.
Um ponto positivo é que, seguindo a tradição das montadoras americanas, o novo Camaro não abandonaria a combustão interna; o motor V8 small block estaria previsto para permanecer sob o capô, e, crucialmente, a opção de câmbio manual seria mantida.
No entanto, a transição para uma carroceria de quatro portas levanta questionamentos, especialmente considerando que o mercado norte-americano tem impulsionado a migração de sedãs para SUVs e picapes. Ademais, o próprio Dodge Charger demonstra a viabilidade de oferecer o mesmo veículo tanto como cupê quanto como sedã.
Apesar do otimismo, há certo ceticismo em relação a essas informações, mas a perspectiva de um Camaro sedã é vista como superior à ausência de qualquer Camaro.
Novidades na Royal Enfield Meteor 350 2027
A Royal Enfield Meteor 350, um dos modelos mais populares da marca, recebeu atualizações para a versão 2027, incluindo novos equipamentos e opções de cores. Todas as versões da Meteor agora vêm equipadas com embreagem assistida e deslizante, o que reduz o esforço ao acionar o manete e previne o travamento da roda traseira durante reduções bruscas de marcha.
Além disso, o navegador Tripper, que utiliza o pareamento com o GPS do celular para guiar o trajeto curva a curva, foi padronizado em toda a linha, não se limitando apenas às variantes mais caras. A Meteor 350 também passou a incluir iluminação full LED e uma porta USB tipo C no guidão, recursos bem-vindos para quem viaja longas distâncias.
A única exceção é a versão de entrada Fireball, que não recebeu manetes ajustáveis, recurso exclusivo das variantes Aurora e Supernova. A Supernova, por sua vez, agora conta com rodas de liga leve e pneus sem câmara, enquanto a Aurora mantém suas rodas raiadas. Em termos visuais, a Fireball ganha a cor laranja Fireball Orange, e as demais versões estão disponíveis nas tonalidades cinza Stellar Matt Grey, verde Aurora Retro Green e preto Supernova Black.
Os valores para a linha 2027 são: Meteor 350 Fireball Orange por R$ 24.990; Meteor 350 Stellar Matt Grey por R$ 25.990; Meteor 350 Aurora Retro Green e Meteor 350 Supernova Black por R$ 26.490. A mecânica permanece inalterada, mantendo o monocilíndrico de 349 cm³, com 20,2 cv e 2,75 kgfm, e o câmbio de cinco marchas.
Proposta de lei visa anular multas de radares ocultos
Uma nova iniciativa legislativa em discussão no Congresso Nacional propõe vedar a imposição de penalidades por radares de velocidade instalados de maneira oculta ou sem a devida sinalização. O Projeto de Lei 2364/26, apresentado pelo parlamentar André Fernandes, sugere que o Código de Trânsito Brasileiro exija total visibilidade desses equipamentos. O argumento central desta proposta é que a fiscalização rodoviária deve priorizar a conscientização e a prevenção de acidentes, em vez de atuar como uma ferramenta de arrecadação.
É importante notar que, apesar de o texto ter iniciado seu processo de análise para tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado, nenhuma multa emitida até o momento será automaticamente cancelada. A regulamentação atual continua sendo definida pelo Conselho Nacional de Trânsito através da Resolução 798/2020, o que significa que todos os registros feitos atualmente mantêm sua validade jurídica enquanto o debate parlamentar prossegue.
De acordo com as normas vigentes, os medidores fixos requerem estudos técnicos preliminares e placas indicativas na pista, enquanto os aparelhos portáteis devem ser operados obrigatoriamente por agentes uniformizados e em locais visíveis. A principal inovação da nova medida é elevar essa exigência de transparência do nível meramente administrativo das resoluções para o corpo definitivo da lei federal, eliminando oportunidades para fiscalizações disfarçadas.
As regras atuais preveem punições escalonadas para o desrespeito aos limites de velocidade: excessos de até 20% configuram infração média (quatro pontos e R$ 130,16); transgressões entre 20% e 50% são consideradas graves (cinco pontos e R$ 195,23); e descumprimentos superiores a 50% são classificados como falta gravíssima, acarretando débito de R$ 880,41 e suspensão imediata da carteira de motorista.
Aston Martin lança DB12 S inspirado em carros de Le Mans de 1950
A Aston Martin preparou três edições especiais do DB12 S para a Monterey Car Week. O aspecto distintivo dessas unidades é sutil, pois as cores foram inspiradas nos Aston Martin DB2 que competiram nas 24 Horas de Le Mans em 1950. Naquela época, os veículos eram identificados por placas britânicas começando com «VMF» e possuíam grades pintadas em cores distintas para facilitar a identificação na pista: um em vermelho, outro em amarelo e o terceiro em azul.
Este detalhe específico é o que diferencia esta série especial dos outros DB12S. Os três modelos receberam pintura Carbon Black, mas cada um incorpora uma das cores de Le Mans na grade: o VMF 63 ostenta o Rosso Red, o VMF 64 apresenta detalhes Speed Yellow, e o VMF 65 utiliza Ellwood Blue. Essas cores também aparecem nas entradas laterais de fibra de carbono e em pequenos acabamentos internos e externos. A Aston Martin adicionou ainda a silhueta do DB2 de competição na parte inferior do aerofólio traseiro, funcionando como um elemento surpresa, cujo desenho também está bordado nos assentos.
Em termos de especificações, eles são idênticos ao DB12 S apresentado no ano anterior, equipado com motor V8 4.0 biturbo de origem AMG, gerando 700 cv, câmbio automático de oito marchas, freios de carbono-cerâmica, amortecedores adaptativos Bilstein recalibrados e barras estabilizadoras mais rígidas que as do DB12 padrão. A Aston Martin ainda não confirmou se esses três carros serão comercializados após a Monterey Car Week, mas, dada a situação da empresa, é provável que sejam vendidos aos clientes mais engajados com a marca por um preço ainda não divulgado.
Lola rotativo vencedor de Le Mans vai a leilão
Um dos automóveis mais notáveis que participaram de Le Mans está disponível para venda. O Lola T616-Mazda, chassi HU-2, que conquistou a classe C2 nas 24 Horas de Le Mans em 1984, será leiloado durante a Monterey Car Week, com uma estimativa de venda na faixa de US$ 300.000, um valor considerável para um carro que não foi um protagonista principal do evento.
Seu destaque reside, primeiramente, no motor Mazda 13B, o célebre Wankel de dois rotores de 1,3 litro, e no fato de ter vencido sua classe em Le Mans utilizando pneus de rua. Na verdade, o T616 fazia parte de um projeto da BF Goodrich, visando promover pneus radiais. A empresa já fornecia pneus para os Mazda RX-7 nos Estados Unidos, mas decidiu criar sua própria equipe para competir em provas de resistência com protótipos da classe C2.
Eles prepararam dois Lola T616 com o motor 13B do RX-7 e pneus que mantinham a estrutura de pneus de rua, apenas adaptados em dimensão para as rodas do protótipo. Apesar de possuir um composto e carcaça de rua, o protótipo terminou a corrida em décimo lugar geral, mas venceu a classe C2. O segundo Lola da equipe alcançou o terceiro lugar na categoria e o décimo segundo no geral. Essa participação também entrou para a história da Mazda, marcando a segunda vitória consecutiva de um carro com motor Wankel em sua classe em Le Mans, sete anos antes da conquista do 787B em 1991.
Ambos os carros sobreviveram e foram restaurados por membros do projeto nos anos 2000, participando desde então de eventos e corridas históricas. Atualmente, ambos serão vendidos pela Mecum Auctions. O HU-2, o vencedor de Le Mans, é avaliado em cerca de US$ 300.000, enquanto seu irmão, o HU-3, deve atingir aproximadamente US$ 200.000.



