O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhail Fedorov, informou em entrevista ao veículo 'Ukrainska Pravda' que sua remoção do cargo foi consequência das reformas iniciadas no setor de compras militares.
Motivos da saída e reformas
Fedorov observou que as iniciativas para implementar um sistema de licitações e modernizar a gestão dentro das compras militares encontraram resistência de alguns funcionários. Isso levou a um aumento da pressão sobre ele. Segundo o ex-ministro, o principal objetivo dessas mudanças é tornar as compras militares mais transparentes e abertas.
Além disso, está planeada a formação de uma nova estrutura gerencial no Ministério da Defesa. Fedorov acredita que a busca por mudanças gerou insatisfação em círculos interessados, o que provocou uma atmosfera negativa ao seu redor, tanto no círculo presidencial quanto no espaço midiático.
Mudança de liderança e divergências
O parlamento foi notificado sobre a demissão de Fedorov cerca de uma hora antes da sessão. Eugene Khmara, chefe do serviço de segurança, foi nomeado em seu lugar. Ao mesmo tempo, a chefe de governo Yulia Svyrydenko também deixou o gabinete do governo.
Anteriormente, o Presidente havia apontado o surgimento de divergências entre o ministro da defesa e o comandante-em-chefe das Forças Armadas, Alexander Sirsky. No entanto, Fedorov enfatizou que não houve conflitos pessoais. Ele esclareceu que a principal discordância dizia respeito à abordagem da condução da guerra, acrescentando que o Ministério da Defesa nunca obstruiu as decisões do Estado-Maior ou do comandante-em-chefe.