Há uma grave carência na cobertura de imunização infantil no Cabo Ocidental: em 2024/25, a taxa para crianças menores de um ano foi de apenas 67,4%, ficando consideravelmente aquém dos 90% exigidos para alcançar a imunidade coletiva.
Este nível de cobertura diminuiu em comparação com o período anterior, quando era de 67,6% em 2023/24. O Departamento de Saúde e Bem-Estar do Cabo Ocidental alerta que essa lacuna deixa milhares de bebês vulneráveis a doenças preveníveis.
A vacinação infantil de rotina faz parte do Programa Ampliado de Imunização da África do Sul, que começa ao nascer e continua durante a infância, fornecendo vacinas até os 12 anos. Essas vacinas são destinadas a proteger as crianças contra doenças preveníveis por vacinas e estão disponíveis gratuitamente em instituições médicas públicas.
O Departamento enfatizou que a taxa de cobertura de 67,4% permanece um problema sério. Um representante do departamento, Shimoney Regter, observou: «Idealmente, nossa cobertura vacinal deve ser de 90% para atingir a imunidade coletiva. Esta é uma lacuna significativa que deixa milhares de bebês vulneráveis a doenças que podem ser prevenidas».
As vacinas protegem os bebês contra doenças como tuberculose, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite por Hib, pneumonia, diarreia causada por rotavírus e sarampo.
O Departamento informou que a cobertura nacional de imunização estava sob pressão desde a pandemia de Covid-19, pois as interrupções nos serviços de saúde de rotina levaram a lacunas na vacinação infantil. Essas dificuldades foram agravadas pela desconfiança nas vacinas e pela desinformação, o que, segundo os funcionários, levou alguns pais a adiar ou recusar vacinas, apesar das evidências de sua segurança e eficácia.
Em resposta à situação, o Departamento está implementando vários programas: serviços de imunização em clínicas, bem como programas móveis e iniciativas de «porta a porta», destinados a encorajar as comunidades a levar as crianças para vacinar. Os pais também são aconselhados a verificar regularmente o «Passaporte de Saúde» da criança para garantir que nenhuma vacina programada tenha sido perdida.
Nas instituições médicas públicas, não é necessário agendamento prévio para receber vacinas infantis, e elas são fornecidas gratuitamente. Crianças que perderam a vacinação podem procurar uma instituição pública para adequar seu cronograma. O Departamento adverte que as doenças preveníveis por vacinas podem causar complicações graves, incluindo pneumonia, diarreia, infecções cerebrais e cegueira. Essas complicações são especialmente perigosas para bebês com menos de dois anos e crianças desnutridas.
Os funcionários acrescentaram que mesmo uma pequena queda na taxa de imunização pode anular sucessos de anos na proteção das crianças contra doenças preveníveis. Regter declarou: «Mesmo uma pequena queda na cobertura vacinal pode anular anos de progresso. As vacinas são seguras, gratuitas em clínicas públicas e salvam vidas». Recomenda-se aos pais que ainda têm dúvidas sobre a vacinação de seus filhos que consultem profissionais de saúde e obtenham informações de fontes autorizadas, incluindo o Departamento, a Organização Mundial da Saúde e a UNICEF.



