No âmbito da celebração do Mês da Mulher, a Polícia da África do Sul (SAPS) destaca a atuação de mulheres uniformizadas que contribuem para a proteção dos grupos vulneráveis da sociedade e buscam justiça contra os culpados por atos de violência de gênero.
Entre as pessoas reconhecidas na campanha SAPS 'Mulheres Liderando a Agenda de Reinicialização' (Women Leading the Reset Agenda), está a policial de 28 anos, Malerangwa Mokoena. Ela é uma investigadora que trabalha na Unidade de Casos de Violência Doméstica, Proteção Infantil e Crimes Sexuais (FCS Unit) em Free State.
Mokoena nasceu e cresceu em KwaKwa. Ela iniciou sua carreira na polícia em 2019 na Academia SAPS em Graaff-Reinet. Após concluir a fase básica do Programa de Treinamento Básico Policial em 2020, foi designada para a esquadra de Putaditjaba. Posteriormente, foi escolhida como a única representante de seu grupo para trabalhar na Unidade FCS em Welkom.
Inicialmente, Mokoena não imaginava trabalhar em uma unidade dedicada a crimes contra mulheres, crianças e outras pessoas vulneráveis, e temia envolver-se emocionalmente demais nesses casos. No entanto, ela decidiu confiar em sua fé e assumir essa função.
Conquistas na Investigação
Sua dedicação levou a processos judiciais bem-sucedidos. Um exemplo é o caso em que um padrasto de 34 anos foi condenado à prisão perpétua por estuprar repetidamente sua enteada menor de idade entre 2017 e 2018.
De acordo com a SAPS, a violência perdurou por um longo tempo, e o acusado supostamente usou ameaças para forçar a vítima ao silêncio. Ele ameaçava expulsar a criança e sua mãe de casa se ela revelasse o ocorrido. Apesar das ameaças, a vítima acabou decidindo falar e denunciar a violência, o que levou à abertura de um caso de estupro. A investigação de Mokoena ajudou a montar o caso, que foi apresentado ao tribunal.
O Tribunal Regional de Botavilla condenou o acusado à prisão perpétua por dois artigos de estupro. A SAPS descreveu o trabalho de Mokoena como um modelo de atividade policial que coloca as vítimas no centro da resposta, ao mesmo tempo que garante que os culpados sejam responsabilizados.
Para Mokoena, o trabalho de investigadora da FCS não se resume apenas à coleta de provas e preparação de casos para julgamento. Ela declarou: 'Ser investigadora da FCS é mais do que apenas trabalho de investigação. Graças às minhas investigações meticulosas, os culpados são levados à lei, e as vítimas de crimes sexuais recuperam sua força.'
Mokoena também estuda ciência política e incentiva as vítimas de crimes sexuais a se manifestarem e denunciarem seus casos, dando à polícia a oportunidade de investigar e buscar justiça. Sua história faz parte da campanha mais ampla da SAPS 'Mulheres Liderando a Agenda de Reinicialização', que celebra a coragem, resiliência e profissionalismo das policiais que contribuem para a criação de comunidades mais seguras e para o fortalecimento da confiança pública na polícia. Esta campanha está alinhada com a Agenda de Reinicialização da SAPS, que foca em liderança ética, responsabilidade, profissionalismo e excelência no serviço.



