Os residentes do Reino Unido ficaram chocados quando uma rádio local anunciou o «fim da vida do Rei Charles III». No entanto, isso acabou sendo um erro de um funcionário.
Os residentes do Reino Unido ficaram chocados quando uma rádio local anunciou o «fim da vida do Rei Charles III». No entanto, isso acabou sendo um erro de um funcionário.
O regulador de mídia britânico, Ofcom, reconheceu que a Radio Caroline violou as regras de transmissão ao transmitir acidentalmente um discurso póstumo sobre o Rei Charles.
De acordo com um comunicado da BBC, a estação de rádio britânica divulgou inadvertidamente este discurso póstumo sobre o Rei Charles em 19 de maio durante trabalhos técnicos no estúdio.
Os detalhes indicam que um funcionário, agindo por curiosidade, abriu arquivos pré-preparados destinados ao caso de morte do monarca e, em seguida, entrou em pânico devido ao ato cometido.
O anúncio da morte do rei britânico foi repetido três vezes, seguido pelo hino nacional. Meia hora após o incidente, a Radio Caroline emitiu uma retratação e pediu desculpas, o que gerou controvérsia no Reino Unido.
Um novo plano tarifário foi introduzido nos Emirados Árabes Unidos (EAU) para regular o mercado musical local e aumentar a conscientização sobre a proteção dos direitos de autores, criadores e empresas musicais. Estas novas taxas entrarão em vigor em 1 de dezembro de 2026.
A taxa anual para restaurantes e cafés começa em 1.500 dirhams. Estabelecimentos com até 50 lugares pagarão 1.500 dirhams por ano; para locais com 51 a 100 lugares, o valor será de 2.700 dirhams, e para 101 a 200 lugares, será de 4.800 dirhams. O custo total para estabelecimentos com mais de 201 lugares é limitado a 6.000 dirhams, sendo cobrados 20 dirhams por cada assento adicional.
Taxas mais elevadas são aplicadas a restaurantes e cafés equipados com DJs ou que sejam clubes de entretenimento/noite. Aqui, a taxa é de 2.500 dirhams para até 50 lugares, 3.500 dirhams para 51 a 100 lugares e 6.500 dirhams para 101 a 200 lugares, com um acréscimo de 20 dirhams por cada assento acima de 201. O limite máximo para esta categoria é fixado em 8.000 dirhams por ano.
Lojas e complexos comerciais que reproduzem música ambiente serão sujeitos a taxas baseadas na área do piso, e não no número de assentos. Estabelecimentos com até 300 metros quadrados pagarão 1.700 dirhams por ano, e para áreas de 301 a 700 metros quadrados, pagarão 3.400 dirhams. Serão cobrados 60 dirhams adicionais por cada 25 metros quadrados extras além desse limite, com um teto anual máximo de 20.000 dirhams.
Grandes centros comerciais caem em uma categoria separada, onde as taxas são calculadas sobre as áreas comuns, e não sobre os espaços individuais. Os centros comerciais devem pagar 625 dirhams pelos primeiros 100 metros quadrados de área comum mais 50 dirhams por cada 25 metros quadrados adicionais, com um limite anual de 50.000 dirhams.
As tarifas para restaurantes, cafés e varejo fazem parte de uma matriz de preços mais ampla que abrange centros de fitness, hotéis, emissoras de rádio e televisão, bem como companhias aéreas de primeira classe.
Os centros de fitness pagarão 1.700 dirhams pela área de até 300 metros quadrados, mais 5 dirhams por metro quadrado adicional, com um limite de 6.000 dirhams por ano. Hotéis e iates são tarifados pelo número de quartos dependendo da classificação por estrelas: de 50 dirhams por quarto para estabelecimentos de uma e duas estrelas a 150 dirhams por quarto para hotéis de quatro e cinco estrelas, sendo que o limite anual máximo para o maior grupo de quartos é de 25.000 dirhams.
As estações de rádio pagarão de 1% a 3% da receita anual, dependendo se transmitem programas gerais ou predominantemente musicais, enquanto os canais de televisão pagam de 0,25% a 1%, sujeito a um pagamento mínimo de 1.700 dirhams. As companhias aéreas premium que oferecem entretenimento durante o voo pagarão em uma escala progressiva vinculada ao número de assentos de passageiros, com um limite anual de 45.000 dirhams.
Este cronograma de tarifas está integrado em um sistema de gestão mais amplo introduzido pelo ministério para regular as organizações de gestão coletiva licenciadas (CMO). Essas organizações são estruturas às quais compositores, letristas, intérpretes, produtores e editores cedem seus direitos para a coleta e distribuição de royalties.
De acordo com este guia, baseado no Decreto Federal-Lei nº 38 de 2021 sobre direitos autorais e direitos conexos e no Decreto do Conselho de Ministros nº 47 de 2022, as CMOs licenciadas são obrigadas a obter uma permissão anual do ministério, que pode ser renovada anualmente. É proibido que alterem a matriz de preços aprovada pelo ministério sem aprovação prévia por escrito.
Estruturas governamentais, instituições educacionais e acadêmicas, celebrações nacionais e festividades pessoais não comerciais estão isentas do pagamento destas taxas.
Além disso, o sistema prevê a criação de um Fundo Cultural, financiado com 10% da fatia de 25% coletada antes da distribuição de receitas entre os membros das CMO. Este fundo, supervisionado por um comitê conjunto representando o Ministério da Cultura, o Ministério da Economia e Turismo, e especialistas independentes, fornecerá apoio financeiro, técnico e artístico a músicos e à promoção da música dos Emirados em níveis internacional e regional.
O ministério mantém controle regulatório total, incluindo o direito de realizar inspeções no local, examinar as demonstrações financeiras das CMOs, receber reclamações de detentores de direitos e usuários, e aplicar multas administrativas ou revogar licenças em caso de não cumprimento das regras.
Em casa, as pessoas frequentemente compram produtos como purê de tomate, leite condensado, feijão ou outros itens embalados em latas de conserva. Depois que o conteúdo acaba, essas latas geralmente são deixadas em um canto. Com o tempo, as latas vazias se acumulam e a maioria das pessoas as descarta no lixo, considerando-as inúteis.
No entanto, sabe-se que essas latas vazias podem simplificar significativamente muitas tarefas domésticas pequenas e grandes. Com um pouco de limpeza e uma abordagem criativa, elas podem ser usadas para criar vasos, organizadores de armazenamento ou até mesmo luminárias bonitas. Assim, uma lata que seria jogada fora como sucata de metal pode não apenas melhorar a aparência da sua casa, mas também facilitar as tarefas diárias com uso inteligente.
Cultivo de plantas em latas vazias: Se você tem pouco espaço, mas deseja jardinagem, uma lata de conserva vazia pode ser uma ferramenta útil. Após lavar e limpar cuidadosamente, é necessário furar alguns pequenos orifícios na parte inferior da lata para drenar o excesso de água. Em seguida, você pode colocar terra nela e plantar hortelã, coentro, pimenta ou outras plantas pequenas. Para torná-las mais esteticamente agradáveis, você pode pintá-las por fora na cor desejada ou envolvê-las com corda de juta. Ao dispor várias dessas latas juntas, você pode decorar uma janela ou varanda.
Organização de pequenos objetos, de canetas a utensílios de cozinha: Pequenos itens costumam estar espalhados pela casa. Nesses casos, latas de conserva vazias servem perfeitamente como organizadores. Elas podem ser pintadas e usadas para guardar canetas, lápis, tesouras e réguas na mesa de escritório. Latas maiores são adequadas para armazenar utensílios de cozinha, como colheres de pau, espátulas e batedores. A combinação de latas de diferentes tamanhos terá uma aparência harmoniosa.
Criação de lanternas bonitas para a varanda: De uma lata de conserva vazia, pode-se fazer uma lanterna elegante para o jardim ou varanda. Para começar, encha a lata com água e congele-a. Após o gelo congelar, usando um prego e um martelo, faça pequenos furos, formando pontos, estrelas ou qualquer outro padrão. Quando o gelo derreter, coloque uma pequena vela de chá dentro. À noite, a luz passando por esses furos parece muito bonita.
Armazenamento de pregos, parafusos e materiais de artesanato: Se você tiver problemas para armazenar pequenos pregos, parafusos, pincéis de pintura ou materiais de artesanato, latas vazias serão muito úteis. Elas podem ser fixadas em uma tábua de madeira ou presas firmemente na parede. Isso permitirá manter os itens necessários em um só lugar, evitando perda de tempo procurando.
Comedouro para pássaros: Uma lata de conserva também pode ser usada para colocar ração para pássaros na varanda em qualquer época do ano. É necessário furar orifícios ao redor da borda da lata e prender neles um fio ou corda resistente. Em seguida, essa estrutura pode ser pendurada na varanda, em uma árvore ou em outro local seguro. No recipiente, pode-se guardar sementes ou ração para pássaros. A lata de metal é muito mais forte que papel ou papelão, portanto, pode ser usada ao ar livre por algum tempo.
A Inteligência Artificial (IA) já integra diversas fases da produção audiovisual, mas sua inserção no cinema ainda encontra resistência por parte de muitos profissionais do ramo. Nesse contexto, o AI Film Awards realiza sua primeira edição no Brasil, agendada para ocorrer entre os dias 24 e 26 de setembro, no Itaú Cultural, em São Paulo. O evento contará com programação presencial e será transmitido online através da plataforma e-Teatro WeDo!
Este festival de caráter internacional, que tem suas raízes em Cannes, visa reunir produções criadas com auxílio de IA. Na versão brasileira, a programação será complementada por painéis, oficinas, masterclasses e debates focados nos impactos que a tecnologia gera no audiovisual. As organizadoras enfatizam que o objetivo transcende a mera exibição de filmes feitos com IA, buscando estabelecer um espaço de diálogo sobre as transformações promovidas por essa ferramenta.
Vitória Mantovani, diretora do AI Film Awards no Brasil, ressaltou a necessidade de discussão, afirmando que ignorar a IA não é uma opção, pois a tecnologia já está presente. Ela mencionou que a edição brasileira foi concebida de forma distinta das versões internacionais, que tendem a focar primariamente em exibições e premiações.
A concepção do AI Film Awards no Brasil teve início em 2025, quando Vitória Mantovani foi convidada para assumir a organização da edição nacional. Apesar de o período de candidaturas já ter se encerrado, ela buscou os responsáveis pelo festival para explorar a possibilidade de participação. A partir desse contato, iniciou-se a discussão com os organizadores internacionais sobre o modelo a ser implementado no país.
De acordo com Mantovani, a produção brasileira obteve autonomia para adaptar o evento à realidade local. Assim, enquanto as edições globais priorizam sessões de filmes e premiações, a agenda brasileira foi expandida para abranger discussões sobre política pública, apropriação cultural, formação de público e outros efeitos da inteligência artificial. Ela comparou isso à edição da Índia, que é uma das poucas versões internacionais a incluir painéis de discussão.
A decisão de ampliar o debate também está ligada à resistência observada entre artistas e cineastas. Mantovani relatou que, durante os preparativos, ficou evidente que apenas exibir obras feitas com IA seria insuficiente. Ela explicou que o debate sobre a relutância das pessoas em relação à IA foi iniciado, reconhecendo a resistência persistente de artistas e cineastas contra a tecnologia, o que exigiu uma conversa aprofundada.
Para ela, o foco central da edição brasileira se tornou este debate. A intenção é transformar o evento em um fórum de conversas, livre de julgamentos sobre o que é certo ou errado, ou sobre obrigatoriedade de uso, permitindo que cada um utilize a tecnologia como desejar.
Carol Guimarães, produtora executiva do evento e fundadora da WeDo!, plataforma que hospedará a programação virtual, também enxerga a aproximação tecnológica como um meio de diminuir a resistência. Ela acredita que é fundamental discutir algo antes de temer, para assim compreender os caminhos e se aproximar da novidade, pois o medo só desaparece com a proximidade.
Guimarães aponta que parte da resistência deriva do desconhecimento e do receio de que softwares de IA possam substituir profissionais experientes no audiovisual. Ela descreveu o susto que causa quando um software passa a realizar tarefas que o profissional vinha executando há anos, criando o que estava em sua mente.
Durante a preparação, Mantovani e Guimarães também produziram curtas utilizando IA e testaram diversas ferramentas. Para Guimarães, essa vivência ajudou a desmistificar algumas das expectativas criadas em torno da tecnologia. Ela afirmou que o medo e a expectativa que as pessoas projetam sobre a IA diminuem à medida que se utiliza e se interage com a ferramenta.
A resistência à IA não se limita a quem trabalha diretamente com a tecnologia. Em Hollywood, diretores renomados também expressaram opiniões divergentes sobre o uso de ferramentas generativas no cinema. Em março de 2026, durante o SXSW em Austin, Steven Spielberg foi questionado sobre o papel da IA na produção, declarando nunca tê-la usado em seus filmes. Ele mostrou-se favorável à IA em outras esferas, mas opôs-se ao seu uso quando ela substitui um profissional criativo.
James Cameron também manifestou apreensão com a substituição de atores e outros especialistas. Em entrevista ao CBS Sunday Morning, antes do lançamento de Avatar: Fogo e Cinzas, ele classificou atores gerados por IA como algo «horripilante» e argumentou que a IA generativa não consegue gerar algo genuinamente novo, visto que depende de criações humanas prévias.
Contudo, as opiniões não são homogêneas. George Lucas, em entrevista à revista A Rabbit’s Foot, afirmou que a tecnologia facilita a produção cinematográfica. O criador de Star Wars comparou rejeitar a IA a preferir cavalos a carros, defendendo que a tecnologia representa o progresso e o futuro do cinema.
Brad Pitt adotou uma postura mais equilibrada em entrevista à Esquire. O ator sugeriu que a IA pode auxiliar na viabilização de filmes de médio orçamento, otimizando certas etapas, mas demonstrou ceticismo quanto à substituição de atores humanos. Na mesma conversa, Pitt comentou sobre uma música gerada por IA que achou inicialmente boa, mas criticou por ser repetitiva e não atingir o impacto emocional de uma atuação humana.
Embora a proposta inicial do AI Film Awards seja receber obras inteiramente produzidas com IA, no Brasil foram aceitas também produções híbridas. Vitória Mantovani justificou essa inclusão para aumentar a participação de cineastas brasileiros e fortalecer a comunidade de AI filmmakers no país, incluindo um longa-metragem híbrido entre os trabalhos recebidos.
Outro ponto estratégico é a gratuidade das inscrições para brasileiros, diferentemente dos participantes estrangeiros que precisam pagar. Mantovani e Guimarães notaram, após atuarem como juradas em edições passadas, que a representatividade brasileira era baixa nas versões internacionais.
A avaliação dos filmes segue critérios cinematográficos tradicionais, como direção, narrativa, áudio e performance, mas incorpora também os desafios específicos da produção com IA, como manter a coerência visual entre cenas distintas e construir uma história a partir de vídeos curtos gerados.
Mantovani esclareceu que o júri foi instruído a analisar o papel real da tecnologia em cada obra. Além dos padrões como *storytelling*, áudio, direção e performance, é crucial responder: «este filme existiria sem a IA?» e «quanto a IA facilitou a produção deste filme?»
A questão da autoria também será debatida. Para Guimarães, a IA deve ser vista como uma ferramenta utilizada pelo criador, e não como a autora da obra. Ela reforçou que a IA é uma ferramenta que o criador emprega para produzir o filme, assim como escolher uma linha estética.
Guimarães acrescentou que, apesar do debate sobre as fontes de referência usadas no treinamento dos modelos, a autoria permanece ligada ao criador por trás da obra.
Na perspectiva de Mantovani, a IA não precisa ser aplicada em todas as fases da produção. Ela prefere utilizá-la majoritariamente na criação de imagens e vídeos, mas não na escrita de roteiros, pois considera o roteiro o aspecto mais criativo que o cérebro humano pode desenvolver sozinho. Ela aconselha que a tecnologia seja inserida apenas onde trará valor real.
As áreas mais impactadas atualmente incluem animação, efeitos especiais e geração de imagens. Além de agilizar processos, a tecnologia pode reduzir custos, dando acesso a recursos que seriam caros em produções convencionais para cineastas independentes.
A participação brasileira superou as expectativas das organizadoras. No momento da entrevista, o festival estava perto de atingir cem inscrições, sendo aproximadamente oitenta delas de brasileiros. Mantovani e Guimarães destacaram que, em avaliações anteriores, as produções internacionais pareciam estar em fase experimental, enquanto os trabalhos brasileiros atuais demonstram narrativas mais elaboradas e maior cuidado na execução.
Guimarães concordou, observando que parte das produções estrangeiras ainda carregavam traços de experimentação tecnológica, ao passo que os trabalhos brasileiros traziam uma forte preocupação com a narrativa e a execução cinematográfica. Ela contrastou isso com edições anteriores em Cannes, onde havia muitas tentativas que beiravam a publicidade.
Para Mantovani, um diferencial dos trabalhos brasileiros no cenário internacional reside na capacidade de incorporar referências culturais locais. Ela citou um curta que utiliza elementos visuais ligados às memórias brasileiras dos anos 90, ressaltando a riqueza de repertório brasileiro que permite aos cineastas fugir de resultados previsíveis e construir uma identidade própria.
Guimarães espera que o festival demonstre que o Brasil possui uma produção relevante neste campo. Segundo ela, o cerne do problema não é a ausência de produtores digitais e de IA, mas sim a pouca atenção dada ao tema por diversos setores. Ela concluiu que é preciso ir além dos artistas independentes, envolvendo os setores público e privado, para que o país deixe de ficar preso em discursos de dúvida sobre se a tecnologia será ou não arte.