A aluna uzbeque Ezosa Beshimjanova participou da sétima expedição científica e educacional internacional 'Icebreaker do Conhecimento' ao Polo Norte. A expedição partiu de Murmansk no icebreaker nuclear '50 Anos de Vitória'.
A aluna uzbeque Ezosa Beshimjanova participou da sétima expedição científica e educacional internacional 'Icebreaker do Conhecimento' ao Polo Norte. A expedição partiu de Murmansk no icebreaker nuclear '50 Anos de Vitória'.
A rota dos participantes percorrerá a rota Murmansk — Polo Norte — Terra Franz Josef — Murmansk, e toda a viagem durará dez dias.
Para Beshimjanova, esta viagem oferece a oportunidade de visitar uma das partes mais remotas do planeta, estudar os avanços científicos e tecnológicos modernos e trocar experiências com colegas de diferentes países.
Beshimjanova observou que acredita que todos devem fazer pelo menos uma viagem que mude sua percepção habitual sobre a escala do mundo, e para ela, essa viagem é ao Polo Norte.
O lugar de Beshimjanova na expedição foi conquistado através de uma seleção internacional que atraiu cerca de 5000 estudantes de 22 países. Entre os países participantes estavam Uzbequistão, Cazaquistão, Quirguistão, China, Índia, Brasil, Egito, Turquia e Vietnã.
O processo de seleção consistiu em três etapas. Os participantes demonstraram seus conhecimentos em ciências naturais, tecnologias avançadas, energia nuclear e pesquisas árticas. Eles também participaram de webinários educacionais com especialistas e, na fase final, apresentaram projetos criativos sobre o tema 'Como as tecnologias nucleares estão mudando o mundo hoje'.
A participação de Beshimjanova foi resultado de um processo seletivo bem-sucedido, permitindo que o Uzbequistão fosse representado entre os jovens participantes deste projeto internacional.
Durante a expedição, Beshimjanova e outros estudantes participarão de palestras, workshops, experimentos científicos, discussões e aconselhamento de carreira com especialistas em ciência, tecnologia, energia, medicina e biologia marinha.
O programa também se concentrará no Ártico e nas tecnologias modernas. Os participantes poderão observar o funcionamento do icebreaker nuclear, aprender sobre as tecnologias aplicadas na navegação ártica e explorar o ambiente natural do Norte Distante.
Um dos eventos chave será a chegada da expedição ao Polo Norte geográfico, localizado na latitude de 90 graus de latitude norte. Os participantes hastearão solenemente as bandeiras de seus países no Polo Norte.
Para a representante do Uzbequistão, a expedição oferecerá a chance de falar aos participantes de outros países sobre o Uzbequistão, sua juventude e seu interesse em ciência e tecnologias modernas.
Estudantes da Armênia, Bangladesh, Belarus, Bolívia, Brasil, Hungria, Vietnã, Egito, Índia, Indonésia, Cazaquistão, China, Quirguistão, Mongólia, Mianmar, Namíbia, Ruanda, Sérvia, Tanzânia, Turquia, Uzbequistão e África do Sul passaram pela seleção internacional.
O projeto 'Icebreaker do Conhecimento' atua não apenas como uma missão científica e educacional, mas também como uma plataforma internacional para jovens interessados em pesquisa, inovação e futuro.
Para o Uzbequistão, a participação de Beshimjanova oferece a oportunidade de demonstrar os talentos jovens do país no cenário educacional e científico internacional. Essa experiência também ajudará os participantes a expandir seus horizontes, desenvolver habilidades de pesquisa e estabelecer conexões profissionais e pessoais com colegas de outros países.
Nos seis temporadas anteriores do projeto, mais de 400 estudantes talentosos de vários países participaram de expedições árticas ao Polo Norte. A sétima expedição continua esta iniciativa, unindo uma nova geração de jovens em torno dos temas de ciência, tecnologia e preservação do planeta.
A Joby Aviation anunciou a aquisição da empresa de defesa Resonant Sciences por US$ 500 milhões (equivalente a R$ 2,6 bilhões). Esta movimentação visa fortalecer a estratégia da fabricante de aeronaves elétricas para aumentar sua participação no segmento militar.
A Resonant Sciences, cuja sede fica em Dayton, Ohio, nos Estados Unidos, será integrada à Joby após a finalização do acordo, que está prevista para ocorrer no começo de 2027. O financiamento da compra será realizado com US$ 450 milhões (R$ 2,3 bilhões) em capital e US$ 50 milhões (R$ 258,7 milhões) em ações.
Após a conclusão da transação, a Resonant continuará operando como a divisão de defesa da Joby, mantendo suas atividades atuais. Paralelamente, a parte comercial da companhia seguirá focada no desenvolvimento de táxis aéreos, com previsão de início dos primeiros serviços ainda neste ano.
Esta aquisição acontece em um contexto onde empresas do ramo de aeronaves elétricas procuram novas fontes de receita, além dos táxis aéreos urbanos. O desenvolvimento desses veículos implica custos muito altos, e os trâmites regulatórios para iniciar operações comerciais estão progredindo lentamente, o que posterga a expectativa de ganhos financeiros em grande escala.
Neste cenário, os contratos militares surgiram como uma oportunidade particularmente atraente para as empresas que necessitam sustentar operações dispendiosas enquanto aguardam a maturação do mercado comercial. Segundo a Joby, a fusão de experiências permitirá unir seu conhecimento em propulsão e sistemas autônomos com as competências da Resonant em radiofrequência, sensores e sistemas de missão, visando criar aeronaves com características furtivas que dificultem sua detecção.
Apesar de a aquisição expandir substancialmente a presença da Joby no setor de defesa, a empresa já possui laços estabelecidos com as Forças Armadas dos Estados Unidos há vários anos. Essa proximidade teve início em 2016, quando a companhia integrou um projeto da Defense Innovation Unit, uma iniciativa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos dedicada ao desenvolvimento e à implementação de tecnologias inovadoras.
Em 2020, a Joby alcançou um marco significativo ao se tornar a primeira desenvolvedora de eVTOLs a receber aprovação de aeronavegabilidade e um certificado de autorização de voo da Força Aérea dos Estados Unidos para testes governamentais. Três anos depois, em 2023, a empresa realizou a entrega de sua primeira aeronave à Base Aérea de Edwards, localizada na Califórnia, para fins de teste.
Atualmente, a compra da Resonant fortalece essa relação pré-existente, concedendo à Joby acesso a tecnologias específicas para aplicações militares. A estratégia adotada pela Joby reflete uma tendência mais ampla entre fabricantes de aeronaves elétricas, que estão buscando apoio em projetos militares para estabilizar suas finanças.
Os táxis aéreos ainda enfrentam a necessidade de obter as devidas permissões governamentais na maioria dos mercados onde estas empresas planejam atuar comercialmente. Sem essas autorizações, o setor tem dificuldade em converter os veículos em uma fonte de receita relevante. Enquanto isso, as companhias continuam registrando perdas devido aos altos custos de desenvolvimento. Na semana anterior, a Joby reportou um prejuízo líquido de US$ 245,4 milhões (R$ 1,3 bilhão) no segundo trimestre de 2026, contra uma receita de US$ 38,6 milhões (R$ 199,8 milhões).
Diante desse quadro, a conquista de contratos militares começa a adquirir importância comparável à colocação dos táxis aéreos em operação comercial. A concorrente Archer Aviation, sediada em San Jose, EUA, segue um caminho semelhante. No mês passado, esta empresa apresentou um novo modelo de aeronave desenvolvido em colaboração com a firma de tecnologia de defesa Anduril.
Adicionalmente, o setor passa por um processo de consolidação, visto que a Boeing anunciou recentemente a venda de três de suas subsidiárias de eVTOL para a própria Archer, em uma transação de grande porte que abrange também o mercado de táxis aéreos. Para a Joby, a aquisição da Resonant Sciences transcende uma mera expansão de negócios; ela representa uma tentativa de consolidar sua posição no mercado de defesa enquanto a empresa trabalha para tornar os táxis aéreos uma operação comercial sustentável.
A Zoom corrigiu nesta terça-feira, dia 11, uma vulnerabilidade grave que permitia a invasão discreta de computadores e telefones. Essa falha foi identificada pela firma de cibersegurança A Security e necessitava apenas que a vítima estivesse participando de uma videoconferência com o compartilhamento de tela ativo.
O incidente levantou preocupações sobre a facilidade com que a falha foi descoberta, visto que pesquisadores empregaram modelos de inteligência artificial públicos para explorar a vulnerabilidade desde o início, utilizando menos de vinte comandos de texto, conhecidos como prompts.
O ponto fraco residia no protocolo responsável por gerenciar anotações em tempo real, aquele recurso que possibilita desenhar e marcar a tela. Esta falha criou uma abertura que conduziu à execução remota de código.
De acordo com os relatórios técnicos fornecidos pela A Security, um invasor presente na reunião, independentemente de ser anfitrião ou convidado, tinha a capacidade de injetar códigos maliciosos nos dispositivos de todos os demais participantes da sala. Este ataque, apelidado de “Zoomsday”, apresentava um risco significativo por operar no formato zero-click, o que significa que não exigia nenhuma ação da vítima.
Não era necessário que a pessoa clicasse em um link suspeito no chat, baixasse um arquivo nocivo ou aceitasse alguma solicitação na tela. Com o domínio sobre o sistema, o criminoso cibernético obtinha acesso irrestrito para furtar informações confidenciais, ativar a câmera e o microfone, ou instalar softwares maliciosos.
Em um contexto empresarial, as consequências seriam extremamente prejudiciais. Um hacker poderia subtrair credenciais de um colaborador para acessar a rede da empresa, comprometendo servidores a partir de uma única chamada de vídeo.
O que mais alarmou os especialistas foi a rapidez com que a IA localizou e explorou a brecha. A empresa de cibersegurança informou que bastou um dia de trabalho; eles designaram um agente de IA para examinar funções frequentemente negligenciadas no código do Zoom, encontrando o erro e montando a invasão em tempo recorde.
A vulnerabilidade atingiu o aplicativo Zoom em todos os sistemas compatíveis, incluindo Windows, macOS, Linux, Android e iOS (iPhone). Dado que a participação em videoconferências abrange desde reuniões profissionais até aulas virtuais, milhões de usuários poderiam ter seus aparelhos expostos caso os detalhes da falha tivessem vazado.
Felizmente, a falha foi comunicada aos desenvolvedores de maneira responsável. A proprietária do serviço divulgou um comunicado de segurança minucioso, implementou as correções necessárias nos servidores e disponibilizou atualizações para os aplicativos.
Embora não haja registros de que o “Zoomsday” tenha sido explorado de modo malicioso na internet, a orientação geral e unânime é que os usuários atualizem o aplicativo imediatamente.
Astrônomos conseguiram identificar perto de dois milhões de fontes de raios X através do segundo grande catálogo público gerado pelo telescópio espacial eROSITA. Este levantamento expande significativamente o inventário de objetos conhecidos no universo de alta energia, englobando buracos negros supermassivos, estrelas, aglomerados de galáxias e resíduos de estrelas que sofreram explosões.
O catálogo, denominado DR2, foi compilado a partir das três primeiras varreduras completas do céu realizadas pelo observatório, totalizando 556 dias de observação. A vasta quantidade e a consistência dos registros possibilitam investigações sobre fenômenos extremos, auxiliando na busca por respostas acerca do crescimento de buracos negros, da evolução galáctica e da formação das maiores estruturas cósmicas.
A missão eROSITA, liderada pela Alemanha, não só produz este levantamento, mas também aumenta a capacidade de correlacionar as fontes de raios X com objetos detectados em outras faixas do espectro eletromagnético. Isso permite aos cientistas diferenciar os diversos tipos de corpos celestes e definir com maior exatidão sua posição na escala de distâncias universais.
A maioria das descobertas do DR2 consiste em fontes pontuais, ultrapassando 1,9 milhão de registros. Estes são majoritariamente buracos negros supermassivos ativos, situados nos núcleos de galáxias distantes, e estrelas pertencentes à Via Láctea. Os buracos negros ativos são cruciais para entender a transformação das galáxias ao longo de bilhões de anos, enquanto as fontes estelares ajudam a estudar os ciclos de vida e atividades estelares.
O catálogo também inclui cerca de 64 mil fontes classificadas como objetos extensos. Entre estes, encontram-se grandes aglomerados de galáxias, galáxias próximas e vestígios de explosões estelares. Tais aglomerados servem como marcadores da distribuição das maiores estruturas cósmicas e podem contribuir para os estudos sobre a influência da matéria escura e da energia escura na evolução do universo.
A observação em raios X é fundamental porque revela ambientes que não se destacam facilmente na luz visível. Por exemplo, ao se aproximar de um buraco negro, a matéria pode atingir temperaturas de milhões de graus antes de cruzar o horizonte de eventos. Outros emissores detectáveis nesta faixa incluem estrelas de nêutrons, remanescentes de supernovas e o gás extremamente quente encontrado em aglomerados de galáxias.
Um aspecto notável deste novo levantamento é a correlação estabelecida entre as fontes de raios X e observações correspondentes no infravermelho e na luz óptica. Essa combinação instrumentaliza os astrônomos a determinar se um registro específico pertence a uma estrela próxima, uma galáxia distante, um buraco negro ativo ou outro fenômeno energético.
Nas partes do catálogo onde tais correspondências já foram confirmadas, aproximadamente 88% dos objetos estão ligados a galáxias distantes que possuem buracos negros supermassivos em fase de alimentação.
Miriam E. Ramos-Ceja, gerente do segmento terrestre do instrumento eROSITA e principal autora da publicação sobre o DR2, afirmou que o catálogo configura um inventário excepcionalmente vasto do céu em raios X, criando bases sólidas para análises estatísticas das populações cósmicas.
Mara Salvato, porta-voz da eROSITA e presidente do grupo responsável pelo monitoramento das fontes, enfatizou que a detecção de emissão em raios X é apenas o ponto de partida. A identificação dos correspondentes em outras bandas espectrais possibilita definir a natureza dos objetos, sua localização na escala cósmica de distâncias e a formação de conjuntos de dados mais bem estruturados.
A magnitude do DR2 oferece aos pesquisadores a oportunidade de comparar grandes grupos de objetos sob condições similares, o que pode facilitar a descoberta de padrões que seriam ignorados em amostras menores de observação. As possibilidades de estudo abrangem a reconstrução da trajetória de crescimento dos buracos negros supermassivos ao longo de bilhões de anos, o mapeamento de aglomerados de galáxias e a busca por objetos raros ou singulares.
Embora o eROSITA tenha finalizado suas observações científicas no começo de 2022, o material coletado antes da paralisação foi suficiente para suportar novas divulgações públicas de dados. A próxima iteração do catálogo, denominada DR3, está prevista para ser lançada em 2028.