Embora a produção do Porsche 718 Boxster/Cayman tenha sido encerrada em 2025, o futuro do modelo permaneceu incerto. Posteriormente, a montadora alemã revelou que a próxima geração deste esportivo de motor central-traseiro seria totalmente elétrica, uma notícia que inicialmente não agradou o público.
Em resposta, a Porsche informou à imprensa, ainda em dezembro do ano anterior, que a plataforma PPE (Premium Platform Electric) seria adaptada para acomodar motores a combustão. Isso alimentou especulações de que apenas variantes voltadas para pista, como o 718 GT4, seriam movidas a gasolina.
No entanto, nos últimos meses surgiram rumores de que o lançamento do 718 elétrico seria adiado ou até mesmo cancelado. Contudo, o CEO Michael Leiters esclareceu a situação ao falar com a publicação alemã Frankfurter Allgemeine Zeitung, afirmando que o plano original permanece válido e o 718 elétrico será lançado.
O executivo declarou: “Quanto ao 718 elétrico, chegamos à conclusão de que vamos produzir esse modelo”, acrescentando que a escolha se deve tanto à viabilidade econômica quanto ao fato de ser um “carro fantástico”.
A justificativa financeira é sustentada pelos números de vendas de 2025, quando a Porsche registrou 280 mil vendas, sendo 22,2% elétricos puros e 12,1% híbridos plug-in. Na Europa, a penetração de veículos eletrificados foi ainda maior, atingindo 57,9% dos Porsche vendidos naquele ano.
Adicionalmente, o desenvolvimento do 718 elétrico já estava bastante avançado, e o prazo de entrega foi estendido devido ao retrabalho da plataforma para aceitar motores a combustão. Cancelar um projeto neste estágio representaria um desperdício financeiro. Considerando que Leiters assumiu o cargo de Oliver Blume com o objetivo de recuperar a lucratividade da Porsche, que enfrenta dificuldades ligadas à crise do grupo Volkswagen, essa seria uma decisão economicamente imprudente.
Por outro lado, sob a gestão de Blume, a Porsche viu seu lucro cair em 2,1 bilhões de dólares, resultado direto do excesso de investimento em veículos elétricos, o que reforça a estratégia de adaptar motores a combustão na plataforma PPE.
Apesar da falta de entusiasmo dos entusiastas pelo 718 elétrico, isso tem pouco impacto nas decisões da Porsche. Se, em última análise, essa mudança ajudar a estabilizar a empresa e assegurar a sobrevivência do 911, será necessário aceitar essa realidade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Ram 1500 Rumble Bee recebeu um aumento de potência antes mesmo de começar a ser vendida. Sua variante mais extrema, a SRT, equipada com o motor V8 Hellcat de 6,2 litros, já possui 787 cv.
A Ram anunciou que a picape também participará do programa Direct Connection, um catálogo de peças de preparação da Mopar. Este programa permite um upgrade do supercharger de 2,4 litros para 3 litros, elevando a potência total para mais de 900 cv, mantendo a garantia. Este kit custa quase 11 mil dólares.
O kit de supercharger está disponível para outras motorizações: o motor de 5,7 litros da versão inicial sobe de 400 cv para cerca de 600 cv, e o V8 392 (6,4 litros) da versão intermediária passa de 476 cv para aproximadamente 700 cv. A variante SRT já supera os 900 cv.
Quem adquirir o kit de supercharger pode adicionar um sistema de escapamento Magnaflow. Além disso, as versões Rumble Bee e Rumble Bee 392 podem receber um pacote de suspensão com coilovers ajustáveis em 24 posições e molas mais firmes, abaixando a frente em 2,5 cm e a traseira em 7,5 cm, o que, segundo a Ram, melhora a tração e o desempenho em curvas.
A fabricante confirmou que esses pacotes serão lançados junto com as picapes, previstos para o final de 2026 para a Ram Rumble Bee e início de 2027 para as versões 392 e SRT.
Em outro setor, a GWM introduziu uma versão de trabalho da picape Poer P30, tornando-a a picape média de cabine dupla mais acessível no Brasil, com preço de R$ 205.000.
Esta nova configuração é R$ 22.000 mais barata que a Poer P30 Trail (R$ 227.000) e R$ 42.000 mais barata que a Exclusive (R$ 247.000). Comparativamente, a Fiat Titano Endurance, rival direta, custa R$ 238.490, apresentando uma diferença de R$ 33.490.
As opções de entrada de concorrentes como Ford Ranger, Chevrolet S10 e Toyota Hilux custam entre R$ 248.600 e R$ 256.390, mas são modelos cabine-chassi, ao passo que a Poer P30 Pro já vem com cabine dupla e caçamba padrão.
Para alcançar o preço de R$ 205.000, a GWM simplificou o acabamento: rodas de liga leve foram trocadas por rodas de aço de 18 polegadas, e detalhes como grade, retrovisores e maçanetas passaram a ter acabamento em preto fosco e cinza-escuro.
Internamente, a tela multimídia foi reduzida de 14,6 para 12,3 polegadas, e o painel de instrumentos digital diminuiu de 10,25 para sete polegadas. A versão Pro também perdeu recursos como câmera 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros, retrovisores elétricos, carregador por indução, serviços conectados e sistema de visão transparente. Os bancos dianteiros não possuem mais ajustes elétricos, aquecimento ou ventilação, e o interior é totalmente preto.
O conjunto mecânico permanece inalterado: utiliza o 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm, acoplado a um câmbio automático de nove marchas. A tração 4x4 oferece os modos 2H, 4H e 4L, além de bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. O pacote de segurança inclui seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, alerta de colisão frontal e reconhecimento de placas.
A Volvo reiterou o alerta aos proprietários do EX30 envolvidos no recall da bateria: eles não devem carregar os veículos acima de 70% da capacidade até que o reparo seja efetuado. A fabricante identificou uma falha de produção nas células de bateria de alta tensão de algumas unidades do SUV elétrico, que pode causar curto-circuito, superaquecimento e risco de incêndio.
O recall abrange EX30 fabricados entre 6 de setembro de 2024 e 25 de outubro de 2025, afetando mais de 40.000 carros globalmente, com cerca de 5.600 no Brasil. Como precaução, a Volvo instruiu os donos a limitar a recarga a 70% pelo sistema do carro até a substituição das baterias em concessionária. Em certos mercados, foi recomendado evitar carregamento em locais fechados ou sem vigilância.
Luis Rezende, presidente da Volvo para as Américas, enfatizou em entrevista à rádio CBN que exceder esse limite não é seguro, pedindo que todos os proprietários cumpram a convocação. Ele declarou: “Pedimos para que os donos do EX30, por favor, sigam o recall. O limite da bateria é, sim, de 70%. Fazer a recarga acima disso não é seguro e realmente pode ocasionar acidentes”.
O recall exige inspeção e troca dos componentes da bateria. O alerta ganhou destaque após um Volvo EX30 pegar fogo no Rio de Janeiro, embora ainda não haja confirmação de ligação entre este incidente e a falha que motivou o recall. Enquanto o conserto não for concluído, a orientação é manter a carga em 70% e procurar uma concessionária Volvo.
Para celebrar os 30 anos do mangá Initial D, a Seiko lançou o cronógrafo Keisuke Takahashi RX-7 FD3S, em colaboração com a rede de varejo Premico. O relógio é inspirado no personagem Keisuke Takahashi, piloto do icônico Mazda RX-7 FD amarelo. A cor aparece no mostrador, e os mostradores secundários replicam os instrumentos do carro. A marca das 12 horas imita o rotor de um motor Wankel, e o emblema dos RedSuns está na posição das 3 horas.
Este relógio de quartzo possui caixa e pulseira em aço inoxidável. A tampa traseira é gravada com o logotipo da franquia e com a numeração individual de cada unidade. Serão produzidas 1.995 unidades, em referência ao ano de serialização de Initial D na revista japonesa Weekly Young.
Este é o segundo relógio Seiko inspirado em Initial D; no ano passado, houve um lançamento baseado no Toyota AE86 de Takumi Fujiwara. É comum que relojoeiros japoneses façam parcerias com animes e mangás, atraindo uma comunidade de colecionadores de horologia.
O Seiko Keisuke Takahashi RX-7 FD3S começou a ser vendido em 3 de agosto na loja oficial da Premico por 65.780 ienes (equivalente a cerca de R$ 2.140). Importadoras como a Hobby Genki também oferecem pré-venda por ¥ 71.980 (aproximadamente R$ 2.340), com envio internacional previsto para janeiro de 2027. Devido à edição limitada, preços no mercado paralelo podem ser significativamente maiores, como visto na versão de Takumi Fujiwara, que pode custar quase R$ 20.000 no Brasil.
Por fim, a Ford continua o desenvolvimento de seu próximo carro de Le Mans. Após confirmar o V8 derivado do Coyote e realizar a primeira ignição do motor, a divisão de competição divulgou que o conjunto consegue reproduzir, no dinamômetro, uma volta completa em La Sarthe.