De acordo com um documento oficial obtido pela agência de notícias espanhola EFE, o vice-diretor operacional (DAO) do corpo, Manuel Llama, estabeleceu que os esforços operacionais em Ceuta e Melilha estão significativamente enfraquecendo devido ao uso de férias no período de verão e à concessão de permissões privadas.
Para garantir a cobertura adequada dos serviços em Ceuta e Melilha, a Guarda Civil tomou a decisão de não conceder férias, permissões ou dispensas ao pessoal que serve ou está alocado nas duas cidades. Esta restrição não afeta as férias ou permissões que foram emitidas ou autorizadas antes da publicação deste documento.
Dessa forma, a Guarda Civil espanhola junta-se à decisão tomada pelo Quartel-General de Ceuta, que hoje ordenou a anulação de todas as permissões para militares destacados na cidade autónoma, a partir da próxima quinta-feira.
Segundo autoridades espanholas, cerca de 72.000 pessoas do Norte de África entraram na cidade autónoma na semana passada, e 70.000 já regressaram a Marrocos. Além disso, pelo menos 82 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta por via marítima.
Nas redes sociais de Marrocos, circulam mensagens que pedem uma nova invasão em massa na data de 15.
Ceuta é uma pequena região com uma população de 80.000 habitantes, localizada no extremo norte de Marrocos, banhada pelo Estreito de Gibraltar. É uma das duas fronteiras terrestres entre a África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol, Melilha.


