O líder estudantil Devendra Nath Mahto iniciou um jejum em 2 de agosto em protesto contra violações na realização dos exames JPSC-JSSC CGL. Atualmente, manifestações estudantis continuam em Jangharshir, e Mahto participa delas, mantendo seu jejum. Especialistas explicaram quais podem ser as consequências de tal abstinência alimentar prolongada.
Protesto Estudantil de Jharkhand
Na fase inicial do jejum, o corpo utiliza a energia armazenada. Na ausência de alimentação, o corpo decompõe o glicogênio armazenado no fígado, transformando-o em glicose para obter energia. Aproximadamente após 24 horas, os níveis de glicogênio diminuem significativamente, e o corpo passa a usar outras fontes de energia, incluindo a gordura armazenada no corpo. A quebra de gordura leva à formação de corpos cetônicos, que são usados pelo organismo para obter energia. Nesta fase, podem começar leves sintomas de fraqueza, e em alguns casos, tonturas são observadas, o que é sentido por volta do terceiro dia de jejum.
Os riscos aumentam no período de 4 a 10 dias. O Professor Subhash Giri, diretor do departamento de medicina do Hospital Ram Manohar Lohia em Delhi, informou que se uma pessoa não comer até o quarto dia, o corpo começa a usar não apenas gordura, mas também músculos para obter energia. Isso pode afetar negativamente a força muscular e o sistema imunológico. Além disso, algumas pessoas podem ter a pressão arterial baixa, e o equilíbrio de eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, pode ser perturbado.
Se a pessoa bebe água durante o jejum, isso pode trazer algum alívio, mas com a abstenção total de água, existe o risco de agravamento do estado. Isso pode levar à diminuição da micção, queda nos níveis de açúcar no sangue, perturbação do ritmo cardíaco normal e redução da pressão arterial. Nessa situação, é crucial a administração de solução fisiológica (salina).
Retomar a Alimentação Também Não É Fácil
O Dr. Subhash adverte que, após vários dias sem comer, não se deve começar a consumir grandes quantidades de comida abruptamente. A retomada da alimentação deve ocorrer sob supervisão médica, preferencialmente em ambiente hospitalar. Isso ocorre porque, após um jejum prolongado, existe o risco de desenvolver síndrome de realimentação (refeeding syndrome), na qual, ao iniciar a ingestão de alimentos, os eletrólitos podem mudar rapidamente, o que pode afetar gravemente o coração, o sistema respiratório e outros órgãos.


