De acordo com um novo estudo, uma variante genética herdada dos neandertais — parentes extintos dos seres humanos modernos — aumenta a massa muscular geral nos seres humanos atuais.
De acordo com um novo estudo, uma variante genética herdada dos neandertais — parentes extintos dos seres humanos modernos — aumenta a massa muscular geral nos seres humanos atuais.
Os neandertais habitavam partes da Europa e da Ásia Ocidental até cerca de 40 mil anos atrás, quando se extinguiram. Eles coexistiram com os sapiens e acasalaram com nossa espécie, deixando rastros em nosso DNA. Atualmente, os seres humanos modernos possuem de 1% a 4% de material genético herdado dos neandertais, o que depende da região de residência; a herança é maior nas populações europeias e asiáticas e menor nas africanas.
Um desses genes codifica receptores do hormônio do crescimento, que regulam o desenvolvimento do corpo humano ao longo do tempo. De acordo com uma nova análise publicada na revista Current Biology, a variante genética neandertal contribui para uma resposta mais forte ao hormônio do crescimento, o que leva a traços faciais mais robustos, ossos mais alongados e maior massa muscular.
Evidências paleontológicas mostram que os neandertais eram realmente mais robustos do que os seres humanos modernos, possuindo caixas torácicas mais largas, ossos mais grossos e músculos maiores. O novo estudo oferece uma explicação genética para essa característica.
Cientistas do Instituto Karolinska na Suécia e do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck na Alemanha realizaram um experimento: compararam células com a variante neandertal do gene e células com a versão sapiens. Em seguida, ambos os grupos foram estimulados com hormônios de crescimento.
Os resultados mostraram que as células com a variante neandertal cresceram 40% mais. Os pesquisadores então analisaram dados de mais de 1,1 milhão de adultos. Indivíduos com a variante neandertal tinham, em média, 285 gramas mais de peso, e quase todo esse peso adicional era devido a maior massa muscular. Eles também eram 0,3 centímetros mais altos.
No entanto, a análise realizada em 6 mil crianças não revelou diferenças entre as variantes. Isso sugere que seu efeito pode ser significativo apenas após a puberdade.
Segundo o estudo, esta variante surgiu nas linhagens humanas há 47 mil anos. Hoje, ela é mais comum no Sul e Leste Asiático, rara na Europa e ausente na África Subsaariana (onde os neandertais nunca habitaram).
No entanto, o gene é apenas uma variável entre muitas que influenciam a aparência dos neandertais e dos seres humanos modernos. Características como altura, peso e massa muscular são complexas e dependem de múltiplos fatores simultâneos.
No filial do Centro Médico Científico e Prático de Cirurgia Oftalmológica da República em Samarcanda, foram realizadas com sucesso cirurgias em três pacientes do distrito de Nukus, restaurando assim sua saúde.
Farrukh Khalmuminovich Rustamov defendeu com sucesso sua tese de doutorado em ciências médicas. O tema de seu trabalho era «Aprimoramento da tática complexa de tratamento de pacientes que sofreram coxite tuberculosa, com base nos mecanismos patogenéticos das disfunções anatômico-funcionais».
O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) no programa de rastreamento do câncer colorretal. Este exame destina-se a indivíduos, tanto homens quanto mulheres, que não apresentam sintomas e estão na faixa etária de 50 a 75 anos, devendo ser repetido a cada dois anos.
Esta determinação foi oficializada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, dia 10. O Ministério da Saúde informou que esta ação tem potencial para aumentar o acesso à prevenção e à identificação precoce da doença para mais de 40 milhões de cidadãos brasileiros.
O FIT consiste em uma análise de fezes que consegue detectar vestígios minúsculos de sangue, invisíveis a olho nu. Tal indício pode estar associado à presença de pólipos, lesões que podem se tornar cancerosas ou câncer intestinal.
A metodologia do FIT difere dos métodos anteriores de busca por sangue oculto, pois utiliza anticorpos específicos para reconhecer sangue humano, o que eleva a exatidão do teste.
O processo de coleta é realizado no domicílio do paciente. Ele recebe um kit, coleta uma pequena amostra das fezes utilizando uma haste específica e a deposita em um tubo coletor, que posteriormente é enviado para análise laboratorial.
Entre os benefícios destacados pelo Ministério da Saúde, o teste demonstra uma sensibilidade que varia entre 85% e 92% na identificação de possíveis alterações. Este novo protocolo será disponibilizado na modalidade ambulatorial e é classificado como um procedimento de atenção básica, exigindo rastreamento bianual.
Adicionalmente, o FIT é considerado mais prático e econômico para o rastreio populacional quando comparado à necessidade de realizar colonoscopias em toda a população assintomática. Especialistas apontam que este exame já é empregado em programas internacionais de rastreamento e contribui para diminuir a taxa de mortalidade por câncer de intestino através do diagnóstico precoce.
A portaria estabelece que o procedimento deve ser aplicado estritamente no «rastreamento bienal de pessoas assintomáticas», o que impede seu uso para investigar casos em pacientes que apresentem sintomas ou suspeita clínica de câncer.
Embora a norma entre em vigor imediatamente após sua publicação, o novo procedimento só será inserido nos sistemas do SUS a partir do próximo mês. A portaria também promove modificações na descrição do procedimento já existente de pesquisa de sangue oculto nas fezes, fazendo com que ele passe a abranger diversos métodos e técnicas para o rastreamento do câncer colorretal.
Para os homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, o procedimento específico referente ao teste imunoquímico fecal deverá ser registrado. Assim, a inclusão do FIT expande as ferramentas disponíveis no SUS para a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal.