O presidente da Cidade Autónoma de Ceuta, Javier Vivas, informou que a cidade administra atualmente cerca de 1.300 menores em seu território, mas admitiu não possuir um dado preciso sobre a quantidade de jovens desacompanhados.
Ele declarou estar aguardando os cálculos para determinar efetivamente quantos menores existem entre os 8.000 a 11.000 habitantes da cidade. O líder autonómico esclareceu que o número total de residentes é obtido através de diversas fontes de informação, sendo necessário concluir este levantamento antes de saber a distribuição dos menores.
Segundo a agência Efe, a questão foi discutida com a ministra da Juventude e Infância, Sira Rego. Vivas garantiu que Ceuta continuará a colaborar com o governo central de Madrid para apurar o número exato de menores, reafirmando o compromisso da cidade em cumprir toda a legislação relativa à proteção infantil.
Apesar disso, Vivas comunicou à ministra que a situação atual possui características singulares, decorrentes do grande influxo de migrantes registrado em 30 de julho, o que elevou a presença de menores desacompanhados. Ele apontou que este aumento representa uma agressão à integridade territorial da Espanha.
Em sua visão, essa circunstância adiciona um aspecto qualitativo distinto em comparação com eventos passados, embora ele tenha reiterado que a cidade sempre respeitará a legislação vigente. Após a conclusão da nova contagem, o foco será elaborar uma estratégia para suprir as necessidades dos menores e definir a resposta das diversas entidades administrativas.
O responsável também expressou preocupação com a possibilidade de uma nova chegada massiva de migrantes vinda de Marrocos no dia 15 de agosto (sábado), mas transmitiu uma mensagem de calma, confiando que o Governo central implemente as medidas necessárias para evitar o ocorrido em 30 de julho.
Vivas manifestou esperança de que o Governo cumpra suas obrigações, reconhecendo que Ceuta não possui autonomia para gerenciar um novo episódio migratório. Ele solicitou ao governo de Madrid que adote medidas preventivas, dissuasoras e de reação adequadas para que o evento de 30 de julho não se repita, nem em 15 de agosto nem futuramente.
O presidente de Ceuta pediu reforço na fronteira e maior presença das forças de segurança estatais na cidade, pedindo ao exército que mantenha patrulhamento nas ruas enquanto a situação persistir, visando garantir segurança e tranquilidade aos cidadãos.
Dados atualizados pelas autoridades espanholas indicam que cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, localizada no Norte de África, em 24 horas na semana anterior, e 70.000 delas retornaram a Marrocos. Pelo menos 82 pessoas perderam a vida ao tentar chegar a Ceuta nadando.


