Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, declarou que sua principal preocupação é a situação econômica e as condições de vida da população. Ele enfatizou que o governo está fazendo o máximo esforço antes e depois da guerra para resolver os problemas de subsistência e economia dos cidadãos.
O presidente do Irã observou que o aumento dos preços é 'absolutamente inaceitável'. Ele apontou que desde que assumiu o cargo em 30 de julho de 2024, o país tem enfrentado problemas diários que foram agravados pelo início da guerra em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos começaram a bombardear o país.
Entre outros problemas que preocupam Masoud Pezeshkian, estão os desequilíbrios em setores como abastecimento de água, eletricidade, gás, petróleo, meio ambiente, administração pública e sistema bancário.
O presidente do Irã expressou a opinião de que os Estados Unidos e o regime de Israel acreditavam que os desequilíbrios internos existentes facilitariam seu ataque e 'derrubada da República Islâmica'. Ele insistiu na necessidade de manter a coesão interna diante da guerra, que, segundo a agência de notícias espanhola EFE, já resultou na morte de mais de 3400 pessoas, causou danos às infraestruturas militares e civis, bem como a instalações industriais e petroquímicas.
Masoud Pezeshkian alertou que o país não pode ser subjugado e forçado a aceitar certas exigências pela força através da guerra e mísseis, mas isso é possível através de divergências internas, divisão e conflitos.
O líder do Irã também apelou à mídia para ajudar a prevenir o aprofundamento das divisões sociais e políticas no país, seis meses após os protestos anticapitalistas de janeiro, que exigiam a abolição da República Islâmica.
Esses protestos de janeiro foram reprimidos pelas autoridades durante uma operação que, de acordo com o Governo, resultou em 3117 mortes. No entanto, organizações de direitos humanos, como Ativistas pelos Direitos Humanos no Irã (também conhecidos como HRAI e HRA), afirmam que o número de vítimas ultrapassou 7000.

